sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Nós Contra Eles no Spotify #8

A ideia é simples - uma playlist no Spotify com cenas novas que vão aparecendo nesta plataforma de streaming. Sim, porque estamos em 2017 e o Nós Contra Eles é bué à frente.




No Warning - Torture Culture - À partida esta é a última música de NW que vai entrar na playlist nos próximos tempos. Eu sempre que começo a escolher as músicas tento não repetir as bandas, mas até agora as malhas de NW têm sido sempre das melhores da semana. Até agora têm sido todas diferentes e todas bué boas, na minha opinião. Esta é a abrir com aquele vibe à Cro-Mags/Bad Brains. Como não amar?! O disco já saiu e tenho medo de o ouvir pois já sei que depois não vou ouvir mais nada... a minha vida é tão complicada... 

Moonspell - Evento - O inicio de baixo, ouvindo sem saber que banda é, mais depressa diria que era Rise Against ou Ignite. Mas depois quando entram as guitarras com teclados... nope não é nenhuma dessas bandas. Nunca ouvi Moonspell, mas se há coisa que tenho feito deste que tenho Spotify é ouvir musica nova (boa e má). É inegável que os Moonspell são a maior banda Metal Portuguesa de sempre e se calhar muitos tugas não têm noção da sua grandeza lá fora. Este disco é cantado em Português e é um álbum conceptual sobre o Terramoto de Lisboa. Sei que não vou adorar este disco, mas também como esta playlist está cada vez mais metaleira (não é Tiago?!) aqui fica o Metal gótico tuga, com teclados, coros e vozes femininas, ou seja tudo aquilo que temos direito. Se quiserem podem encomendar o disco pela Rastilho, que saí a 3/11.

Bodyjar - Elon Musk - Lembro-me desta banda dos late 90's das compilações da Burning Heart, assim aquele Punk Rock midtempo à Face To Face ou Hot Water Music. Parece que a banda acabou ali em 2009 e voltou em 2012 até agora. Estes Australianos têm um EP novo de 4 músicas que já está disponível. Se gostam desta música passem por lá. 4 Músicas passa num instante. 

Transplants - Saturday Night - Nunca fui muito do Transplants. Sou capaz de ter ouvido musicas soltas mas nunca lhe dei devida atenção. Para quem não sabe e tem preguiça de ir ao Google, os Transplants são um supergrupo com o Tim de Rancid, o Travis de Blink 182 e o "Skinhead" Rob. Tendo em conta que tanto o Tim como o Travis têm estado bastante activos com discos novos e tours das respectivas bandas até é natural que mantenham este balanço com um EP novo de Transplants. É verdade que é um EP de covers, mas mesmo assim fiquei com vontade de ouvir o resto do disco. E vocês?!

GBH - Birmingham Smiles - Não é a primeira vez que os GBH entram na playlist. O disco só saí no dia 17 de Novembro pela Hellcat Records e pelo que estive a investigar o disco foi produzido pelo Lars Fredericksen de Rancid. Não há muito mais a dizer da minha parte, por isso vamos seguir em frente.  

For The Glory - No One To Blame - Esta também vai ser a última vez que FTG entra para a playlist num futuro próximo. O disco está mesmo bom e espero sinceramente que venha a sair em vinil em breve. Até para a semana... 

Esta playlist será atualizada às Sextas-feiras (se tudo correr bem), por isso façam Follow e fiquem a par das novidades. Os updates na playlist serão acompanhados por um post no blog para vos aguçar o apetite e saberem ao que vão.  

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Cinco Às Quintas: Stand In Front

Os Stand In Front são uma banda da Lourinhã que acabaram de editar a sua demo. Para os que, como eu, andaram a dormir, ficam algumas questões à banda para os dar a conhecer.


Para abrir as hostilidades a pergunta do costume: quem são os Stand In Front e porque é que decidiram juntar-se e fazer uma banda? 

Os Stand in front são um grupo de amigos da Praia da Areia Branca, que sempre andou nestas andanças de ter bandas de garagem e projectos com malta de cá. Aproveitamos para apresentar o pessoal: o Ivan na voz, o Mário no baixo, João Miguel Antunes na bateria e João Quintans na guitarra. Os SiF surgem da vontade que sempre ficou de nos voltarmos a reunir um dia para fazer uma coisa mais séria, algo que nem sempre a vida profissional permite conciliar, sendo que neste momento proporcionou-se a disponibilidade aliada à grande vontade de todos e aqui estamos para durar!

Falem-me um pouco sobre o vosso percurso até aos Stand In Front. Sei que o João já tocava em Not Enough mas pouco mais. E o resto da malta? Como é que chegaram ao hardcore? 

Todos nós já tínhamos tocado em vários projectos diferentes, tudo mais na onda do punk dos 90's que para nós foi o começo disto tudo e a maior das influências. Três de nós já tinham tocado juntos em Today's Lesson, uma banda de punk, e o João (baterista) tinha também uma banda na mesma onda com amigos nossos. Já não era novidade para ninguém ter uma banda e o hardcore já todos nós ouvíamos e íamos a concertos. Neste momento quisemos dar o salto e finalmente fazer a banda que sempre se falou e sempre houve vontade de fazer.

Mesmo sendo uma banda recente têm estado bastante ativos, já com uns quantos concertos na bagagem. Qual o feedback que têm tido e o que é que têm extraído desses momentos? 

É verdade e isso só podemos agradecer em quem confiou em nós e marcou estas datas que já conseguimos até agora. Sem nada lançado e para mostrar é sempre mais difícil, por isso estamos bem contentes com este arranque. O feedback tem sido positivo, temos recebido boas criticas e a malta tem apoiado a banda e mostrado interesse em saber mais e se já lançamos alguma coisa. Esse entusiasmo tem sido gratificante . Os concertos têm sido brutais, a energia que temos sentido do pessoal é muito boa e achamos que estamos no bom caminho. Ainda vai tudo um bocado à descoberta por não termos nada cá fora, mas para muitos tem sido uma surpresa e tudo isso nos motiva.


Sei que têm uma demo a sair. Como é que foi gravar a demo e o que é que podemos esperar?

A nossa demo está pronta e saiu dia 15 para escuta no bandcamp e mais tarde em formato físico pela Pé de Ladrão Bookings, estando neste momento o Diogo a ajudar-nos com o lançamento. A gravação da Demo foi uma novidade para a maioria, muitos de nós nunca tinham passado por este processo e todos aprendemos com isso. Foi mesmo DIY, trabalho de equipa e ficámos muito contentes com o resultado. Achamos que para abrir as hostilidades é um bom cartão de visita, é mesmo aquilo que nós gostamos e queremos fazer, o que podem esperar é aquele hardcore à antiga, músicas pequenas sempre a rasgar e cheias de energia, letras sem rodeios com mensagem chapada. 

E quanto ao futuro, o que é que nos podem adiantar? 

Em relação ao futuro neste momento é promover a demo e dar a conhecer a banda, tentar tocar o máximo possível e conseguir umas boas datas para ganhar bagagem e consistência ao vivo. O nosso set nos shows já mete malhas de um próximo lançamento que no futuro esperamos lançar, estamos a fechar ainda algumas malhas novas e sempre em processo de composição. É possível haver novidades durante o próximo ano, mas só conseguimos prometer que vamos fazer por isso e é nossa vontade lançar mais qualquer coisa. Por último, queremos agradecer-te esta oportunidade e enaltecer o teu bom trabalho aqui no “Nós Contra Eles”. 

Agradecimento também ao Diogo da Pé de Ladrão Booking pelo suporte à banda e a quem ajudou a gravar e produzir a demo - Jorge Pereira e Flávio Duarte. E por fim a todos os que nos têm apoiado e transmitido motivação para continuar. Obrigado!


sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Nós Contra Eles no Spotify #7

A ideia é simples - uma playlist no Spotify com cenas novas que vão aparecendo nesta plataforma de streaming. Sim, porque estamos em 2017 e o Nós Contra Eles é bué à frente.




Knuckle Puck - Want Me Around - E este verão em pleno Outubro heim?! E o que é que apetece mais ouvir com o calor?! Pelo menos no meu caso não há altura mais propícia para um bom disco de Pop Punk, que é o caso destes Knuckle Puck de Chicago. Não posso dizer que já os conhecia a fundo, mas o nome já me era familiar há algum tempo. O disco novo acabou de sair hoje mesmo e é um mix de New Found Glory, com Set Your Goals (se tivessem apenas um vocalista) e Yellowcard (sem o violino). Ainda não ouvi o resto do disco, mas esta musica é mesmo daquelas de ouvir com o vidro do carro aberto a levar com o vento que nos despenteia  mesmo usando aquela cera extra forte que o Boto (BD, PF, CB yo!) tanto gosta. Ah só de referir que o disco saiu pela Rise Records. 

Quicksand - Cosmonauts - Outro disco que também já está cá fora é o novo de Quicksand. Ainda não percebi bem se a banda agora é um trio devido ao que aconteceu com o Tom Capone (ler aqui), ou se é apenas temporário. Se ouvisse esta música sem saber o que era talvez dissesse primeiro que era Rival School. E vocês perguntam-me... "isso é mau?" Claro que não, porque Rival Schools é BUÉ BOM!! O disco saiu na Epitaph e é mais um para ouvir em repeat. Tanto disco novo... tão pouco tempo... 

H2O - I Know Why - Então é assim, os H2O nunca foram conhecidos por serem uma banda super produtiva. Ok, quando apareceram nos 90s até lançaram alguns discos seguidos, mas depois disso dá para terem um filho e ele entrar na escola para verem um disco novo (ou quase). A Bridge Nine que até tem tido alguma dificuldade em encontrar a "next big thing" depois de Have Heart decidiu editar as demos gravadas no Don Fury, remasterizadas. Isto foi tudo gravado antes do primeiro disco, tendo na altura saído em dois 7". Então esta é a primeira vez que isto tudo saí em 12". Se são fãs da banda vale a pena comprar. Se não, podem ouvir um par de vezes e depois siga para o novo de No Warning boa?! 

Can't Swim - God Awful - Os Can't Swim são uma banda do estado de NJ e editaram há pouco tempo um disco chamado "Fail You Again". Esta música foi gravada nessa sessão mas por alguma razão não entrou no disco. Algo que a banda se arrependeu passado algum tempo, tendo disponibilizado agora a faixa. É uma boa música e a banda também é boa. É aquele post-hardcore, punk rock, indie... sei lá descrever... que está muito em voga agora. Ouçam por vocês e deixem o comentário a dizer que acham que é boa?! 

Stick To Your Guns - The Reach For Me: "Forgiveness Of Self" - Desconfio que a Pure Noise meteu guita no Spotify para ele me impingir as bandas deles. É apenas uma desconfiança e não tenho provas para uma acusação formal. Anyway, parece que os STYG também acharam piada editar um disco na Sexta-feira 13. É mais uma daquelas bandas que sei que existem, mas nunca ouvi muito. Mas ia jurar que a banda antes não era tão melódica/chorona. Alguém consegue confirmar?! 

For The Glory - Speeches - Depois de terem sobrevivido à "sauna" do Faro Alternativo está aqui mais uma malha do novo disco de FTG. Cada vez que ouço mais o disco, mais lhe acho piada. Continuo a achar que alguém devia oferecer uma pedaleira ao João e agora ao Afonso para eles brincarem mais com efeitos para o próximo disco de FTG eheheh!! Até prá semana...

Esta playlist será atualizada às Sextas-feiras (se tudo correr bem), por isso façam Follow e fiquem a par das novidades. Os updates na playlist serão acompanhados por um post no blog para vos aguçar o apetite e saberem ao que vão.  

terça-feira, 10 de outubro de 2017

News Flash: outubro 2017

Verão em outubro? Melhor só se estivesse de férias. Quem continua a trabalhar 24/7 é o hardcore, e nas últimas semanas têm saídos discos bons a dar com um pau. Temos tentado acompanhar tudo, pelo que se têm andado pela página do Facebook e visto as playlists do David não vos tem escapado muita coisa, mas segue resumo.


Chiller Than Most Fanzine #5


Damn, son! Brevemente a fanzine europeia mais crucial estará de volta. Attila subiu a fasquia com o último número, e este promete. Clica na foto para um sneak peek ao conteúdo. BOM!

Quality Control HQ




A minha editora favorita não tem tido mãos a medir. Verdade que alguns lançamentos já online têm tido o seu lançamento físico adiado, mas a lista de coisas a chegar é, no mínimo, incrível: novo 7" de Big Cheese, Rapture e Unjust, demo de Imposter e Promo CS de Fury, entre outras coisas por confirmar.

Can't Keep Us Down Fest 2018


Não sei se será desta, mas este cartaz está a chamar por mim. A próxima edição do CKUD Fest em Barcelona já começou a divulgar o cartaz, e para já está tudo composto para ser super bom: The Flex, Spirit Crusher, Rapture, RIXE e um monte de bandas locais. Isto acontece em fevereiro, pelo que há tempo para a malta se organizar. Quem está dentro?

The Henchman

Algo de novo está a acontecer, e eu só espero que não vá morrer...

Estejam atentos.

Novos Lançamentos



Screw - Demo 2017 CS - 86 Mentality worship desde a Suécia. Não parece, mas é uma vocalista! Granda pinta. Pedro Bica aprova e recomenda, e eu também!

Fury - Promo 2017 CS - Três malhas novos de avanço do próximo LP. Uma das melhores bandas que por aí andam. A tour europeia que (supostamente) passava aqui foi cancelada por isso o melhor é mesmo voar para os ver. Quem o fez veio rendido. Se o LP anterior não vos chamou a atenção é porque estão duros de ouvido, mas esta promo serve de boa entrada.

Undone - Demo 2017 CS - Lembram-se dos The Hammer? Talvez não, mas em dois anos de existência lançaram duas tapes e três eps. Ainda troquei uns emails com eles quando se equacionou vinda a Portugal na tour Europeia, que não chegou a estes lados pelos motivos habituais. Mas adiante. Membros dessa banda formaram agora os Undone, a entrarem na modinha de fazer bandas à Raw Deal e a toda essa vibe de nova-iorque. Descrição cliché para um som que está a ser explorado um pouco por todo o lado, mas fica aí mais uma oferta, desta vez made in Sweden.



Unjust - Transparency 7" - Quality Control sempre fortíssima, e este novo disco mantém o estatuto. Rapaziada que aprecia Brotherhood, Confront e afins, está aqui um bombom para vocês.

Kind Crew - Demo 2017 CS - Boston hardcore cheio de PMA. Já dei o toque sobre estes garotos num post no Facebook, espero que tenham dado a chance (senão dêem agora!). Parece que há história engraçada por trás de toda esta positividade, que serve pelo menos para me tirar a ideia de que estes gajos andam em alucinogénicos a ver o rato Mickey e o Pateta a saltar à corda.

Liar's Tongue - Threat of Intellect - Produzido pelo Arthur Rizk de Power Trip (que tem andado metido em mil e dois discos da cena mais extrema) têm aqui mais uma boa oferta na onda do crossover. Riffs a alta velocidade para rodar cabelos longos. Esta banda foi-me dada a conhecer pelo David, que está cada vez mais metaleiro. Sinais do fim do mundo alguns dirão...

Concertos



Os Mr. Miyagi voltam a descer para um concerto dia 13 em Cascais, no Stairway, com Jackie D e Escorraçados. Dia 20, no Porto, os Cruelist apresentam o novo EP, a ser editado em CD e em Cassete.

Dia 23 há música rápida na Disgraça, com fastcore e powerviolence a cargo dos BOAK do Reino Unido, Ghettö de França e dos caldenses ChaosxA.D.. Dia 26 também na Disgraça há noite screamo e crust com três bandas francesas (Chaviré, Topsy Turvy's e Krokodil) e para fechar este ciclo infernal, a 28, e também na subcave mais alternativa da Penha de França, há concerto benefit com Kids Decay, Bas Rotten, Sukata e Farsa, a reverter a favor do refúgio de animais "Casa Amarela". O mês fecha no Popular, em Alvalade, com uma noite de tributo a Misfits.

E porque novembro promete, fica já aí a referência à sexta edição do Infected Fest nos primeiros dias do mês, com mega cartaz espalhado por três dias. Os Cro-Mags de JJ, Mackie e AJ estarão no dia 10 no RCA, contando com o regresso dos Dimension e Ground & Pound a abrir. Também de regresso vão estar os bostonianos Death Before Dishonor no dia 14, com Last Hope (os búlgaros) e Challenge, no Popular.

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Nós Contra Eles no Spotify #6

A ideia é simples - uma playlist no Spotify com cenas novas que vão aparecendo nesta plataforma de streaming. Sim, porque estamos em 2017 e o Nós Contra Eles é bué à frente.



No Warning - Hell Realm - Normalmente as bandas lançam logo a melhor malha antes do disco, e depois vão lançando as outras e tal. Mas no caso de NW acho que esta terceira malha é a melhor de todas, até agora pelo menos. Sintam só o groove mesmo à Megadeth/Cro-Mags. Depois do nada provavelmente a parte mais rápida de todas as músicas de NW (até hoje), para depois voltar ao groove inicial perfeito para o head banging. Quando penso que não me vão surpreender... toma lá morangos! Ah e aqui fica o bónus... Se tiverem falta de uns óculos escuros... Podem ir aqui!


Wisdom In Chains - Someday - Esta é uma das primeiras músicas que ouço de Wisdom In Chains. Não tenho nenhuma razão especial para nunca ter ouvido WIC antes. Simplesmente nunca aconteceu. São daquelas bandas que ao longo dos anos reconheces o nome, mas nunca deu aquele "click" para ir ouvir. Não vai ser a minha banda preferida, mas é um Hardcore melódico muito bem tocado e bom para o sing along. Esta malha é do split com Madball. E o Rafa foi tour manager deles, por isso vou ter mesmo de começar a ouvir. 

Converge - Reptilian - Se perguntassem ao David de 20 anos no auge de Pointing Finger/Youth Crew se em 2017 ia estar a escolher uma música de Converge para uma playlist do Spotify ele respondia: "Que merda é essa do Spotify?!! Converge é horrível, isso nunca vai acontecer!" Provavelmente os meus ouvidos com 20 anos ainda não estavam preparados para isto. Não estou a dizer que adoro Converge, mas hoje em dia já consigo ouvir e gostar. Esta não soa a uma música típica de Converge (pelo menos o meu limitado conhecimento da sua discografia me faz parecer), é mais lenta e arrastada. O disco novo saí pela Epitaph dia 3/11 e chama-se "The Dusk In Us".   

Terror Empire - You'll Never See Us Coming - Parece que a playlist se está a tornar cada vez mais metaleira ou é impressão minha?! Os Terror Empire são uma banda tuga de Thrash Metal com um disco novinho chamado "Obscurity Rising" editado pela Mosher Records. Para além disso vão tocar hoje no Faro Alternativo 7. Parecem-me razões mais que suficientes para fazerem parte da playlist desta semana. 

For The Glory - Now And Forever - Visto que abrimos um precedente para os No Warning, acho que os FTG não ficam atrás. Aqui fica mais uma música do novo disco. Esta já com mais Groove, talvez mais clássico FTG, até tem um solo e tudo. Já estou a ver a sala toda a cantar "NOW AND FOREVER, nanananan" (ainda não sei esta parte da letra hahaha!! Mas é a que fica logo no ouvido)... Eles que também tocam amanhã, Sábado no Faro Alternativo 7. Encomendem o CD na Rastilho para eles terem verba para fazer a versão em vinil que todos (especialmente EU!) estamos à espera.  

Madball - For The Cause - Na segunda malha da playlist desta semana lembram-se de ter escrito que WIC tinham um split com Madball?! Pois é, esta é a malha de Madball. Soa a Madball. Não há muito a dizer sobre isso. "We go on and on and on..." tipo coelhinhos Duracell estão a ver?!! Até prá semana!!! 

Esta playlist será atualizada às Sextas-feiras (se tudo correr bem), por isso façam Follow e fiquem a par das novidades. Os updates na playlist serão acompanhados por um post no blog para vos aguçar o apetite e saberem ao que vão.

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Nós Contra Eles no Spotify #5

A ideia é simples - uma playlist no Spotify com cenas novas que vão aparecendo nesta plataforma de streaming. Sim, porque estamos em 2017 e o Nós Contra Eles é bué à frente.




Esta é a semana #5 do NCE no Spotify. Se na semana passada as novidades foram essencialmente de bandas de Hardcore para todos os gostos, as chances de haver muito core esta semana eram baixas. Mas não desesperem, muito provavelmente a malha de FTG vale por 6. Como dizia o João na gravação da primeira demo de Pointing Finger... "Buga lá?!"... Buga!  

The Lillingtons - Zodiac - Os Lillingtons são a banda que um dos vocalistas dos Teenage Bottlerocket tinha antes de 2000. Não se pode dizer que seja muito diferente de TB, mas isso neste caso não é uma coisa má. Ramonescore ou Punk Rock ou Pop Punk. Chamem-lhe o que quiserem, mas adoro este tipo de som, mesmo perfeito para o sing along. Parece-me que esta banda tem letras um pouco mais sérias em comparação com TB. O disco novo chama-se "Stella Sapiente" e vai ser editado pela Fat Wreck Chords dia 13/10.  

The Movielife - Ski Mask - Alguém se lembra dos Movielife?! tinham aquele disco com a capa vermelha na Revelation que saiu em 2000. Tocavam aquele emo, mais pop que choroso. Lembro-me que o Diogo de PF tinha este CD e também me lembro de ficar com ele uns bons meses em casa. A banda acabou em 2003, mas como tem sido habitual ultimamente, a banda voltou em 2014 ao activo e esta música faz parte do novo disco chamado "Cities in Search of a Heart" que saiu a 22/09 pela Rise Records. Algo que me diz que este vai ser um dos disco preferidos do Filipe Severo. 

Frank Iero And The Patience - I'm A Mess - O nome deste rapaz não me parecia nada estranho e após uma rápida pesquisa no Google descobri que é nada mais nada menos o guitarrista dos My Chemical Romance, o que no meu caso não me diz absolutamente nada pois essa banda passou-me completamente ao lado. No entanto esta música é bem fixe. Mais Punk que MCR esta música é de um EP novo que foi editado recentemente chamado Keep the Coffins Coming e esteve em tour com o Dave Hause (The Loved Ones/Paint It Black) 

For The Glory - This Is All We Got - 14 anos é uma marca de respeito para qualquer banda, mas mais ainda para uma banda de Hardcore, sendo o clássico que bandas neste estilo não durem mais que um par de anos. Os FTG estão cheios de saúde e recomendam-se. Disco novo na Rastilho Records chamado Now And Forever que já podem ouvir no Spotify ou comprar mesmo à antiga. Esta malha é curtinha e vai directo ao assunto. This Is All We Got! 

Morrissey - Spent The Day In Bed - É possível que a culpa dos The Smiths/Morrissey serem tão "famosos" no Hardcore é do Porcell de Youth of Today. Quer se adore ou odeie, eu sou dos que adora e um disco novo do Moz é sempre uma boa notícia. Este é o primeiro single e quanto mais ouço mais gosto desta música. Aceito que não seja para todos, mas também estou-me um bocado nas tintas se não gostam do Moz. E ele também...  

The Black Dahlia Murder - Matriarch - E para finalizar esta semana em altas nada como um Death Metal... assim para desenjoar depois do Moz. Confesso que só há um par de anos comecei a ouvir coisas mais extremas, muito por culpa da Loud e do Spotify. Death Metal, Black Metal, Grind... tem marchado tudo. O novo disco chama-se "Nightbringers" e saí a 06/10. Desta tenho a certeza que o Pedro XXX vai curtir.

Esta playlist será atualizada às Sextas-feiras (se tudo correr bem), por isso façam Follow e fiquem a par das novidades. Os updates na playlist serão acompanhados por um post no blog para vos aguçar o apetite e saberem ao que vão. 

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Cinco Às Quintas: Combate Brutal

Combate Brutal é o nome da mais recente editora Oi! de Lisboa. Sem tempo a perder foram já apresentados os seus dois primeiros lançamentos, um single dos Asas Da Vingança e um EP dos Falcata.


Quem está por trás da Combate Brutal e qual o conceito da editora?

Somos dois gajos já com alguma experiência a nível editorial - o Rattus tendo em paralelo a Zerowork Records, e o Sandro a Bigorna Records. A editora é direcionada para o Oi! e para o formato em vinil. Tentamos preocupar-nos com todos os pormenores e detalhes também a nível gráfico, algo que o Sandro traz da Bigorna, mas com a objectividade da Zero.

Qual a motivação para começar uma editora em 2017 numa altura em que se vendem cada vez menos discos e os serviços streaming são cada vez mais populares?

Tão só e apenas a carolice, o amor que temos por esta subcultura e pelo underground. Já pensámos ambos várias vezes em cagar nisto tudo, até porque cada vez mais o tempo é escasso, mas a verdade é que acabamos cada vez mais enterrados.

Que lançamentos têm já programados? Com quem, como e quando? 

Acabaram de sair os dois primeiros, os novos 7" de Asas Da Vingança e de Falcata. Ambos com duas capas de cor diferente. Cada uma limitada a 100, num total de 200 por edição em vinil preto. Temos mais dois lançamentos em vista, mas por agora não vamos adiantar mais nada.

A julgar pela press info destes dois primeiros lançamentos a ideia será presses pequenas e um artwork cuidado certo? E o formato, apenas 7" ou também 12"?


Sim, como já referi é uma das imagens que queremos ter. O artwork tem para nós grande importância e queremos que os discos sejam verdadeiras peças de colecção. Vamos dar primazia aos 7", mas também já está um 12" em equação.
 
Planos para o futuro?

Continuar a fazer o que gostamos, da maneira que gostamos, contribuindo da nossa maneira para esta forma de estar na vida. A base da editora é a amizade dos dois, portanto enquanto houver paciência e umas cervejas para ajudar a montar os discos, cá estaremos para meter na rua mais uns kilos de vinil.

Aqui fica a press info dos dois lançamentos para os arquivistas e colecionadores:


Combate01 - Asas Da Vingança - Não Queremos Saber / Sangue Lusitano 7"
20x Test Press
100x Capa preta
100x Capa bordeaux

Combate02 - Falcata - Forged In Blood EP 7"
20x Test Press
100x Capa preta
100x Capa bordeaux

As encomendas podem ser feitas através da página do Facebook.

Não se deixem dormir que 200 cópias voam num instante.

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Review: For The Glory - Now And Forever Release Show @ Musicbox, Lisboa

Na sexta-feira passada o hardcore voltou ao Musicbox a propósito do lançamento do novo álbum dos For The Glory, o quinto da banda, e eu estive lá a levar com algum pessoal no lombo e a cair em cima de outros. Como preview ao disco e ao concerto publicámos uma pequena entrevista ao Congas que se não viram da primeira vez podem dissecar clicando aqui. Mas voltando para o tema desta post, bora lá voltar atrás no tempo uns dias...
 

O evento no Facebook dizia 21h e foi a contar com algum atraso que comecei a dirigir-me ao Musicbox, sendo que de caminho vou dar uma vista de olhos final e vejo um post a dizer que as portas abriam as 22, e o show começava 30 minutos depois. Claro que chegado ao local, depois de cumprimentar três ou quatro pessoas que já por ali andavam (na volta enganados como eu), fiquei ali a ver passar os minutos . Entretanto as portas lá abriram e vi os Luz na fila - já tinha companhia para a noite.

A primeira banda a tocar foram os Fear The Lord. Não conhecia mas havia muito rapaz e rapariga nova que parecia que estava lá para os ver, já kitados com merchandise a condizer. Não conhecia e não fiquei propriamente impressionado. Há ali mais valia técnica em alguns pormenores, mas aquele beatdown cansado da pancadaria não é a minha praia. "Bora caralho, matem-se todos" foi dito em todas as músicas várias vezes, pelo que devia fazer parte da letra. Aqueles gimmicks com a guitarra a fazer de metralhadora também não ajudaram, mas pronto, tal como disse não é a minha cena. Acabaram com a Roots de Sepultura...


Já com o Musicbox muito mais composto atuaram os Besta. Tinha visto esta banda uma vez com Risk It na República da Música, mas lembro-me que o som estava tão mau/alto que tive de bazar que já me estavam a sangrar os tímpanos. Desta vez a experiência foi bem mais fixe. É metal rápido para abanar o capacete (definição de um gajo que não está muito acerca de possíveis comparações). Vocalista com granda presença e energia. Os primeiros 15 minutos foram fixes, mas depois já comecei a achar repetitivo e ia olhando para o relógio...

Fumarada no palco, música do Terminator e os For The Glory entram em cena. Para começar em beleza: Survival of The Fittest. Fizeram bem em desviar os monitores do centro do palco, que a partir daí começou a chuva de corpos. Num set onde se passou por todo o percurso da banda, desde as velhinhas Drown In Blood e Fall In Disgrace (a fechar), até várias malhas do novo disco, que afinal era o foco deste dia. Numa festa que também celebrava os 14 anos da banda fez todo o sentido estas viagens para trás e para a frente na linha temporal da banda, sendo que mesmo nas novas músicas deu para ver que algumas delas já "colaram", como a When The Time Comes, que tem aquele refrão mesmo a pedir cantoria e é das músicas que mais gostei do disco.


Shout out obrigatório para o alemão super bêbado que estava na fila da frente a provar que não importa a idade (e ele já tinha alguma) quando o nível de álcool está em red line. O homem tava tão crazy que se gregou no meio do pit. Depois como se nada fosse manteve-se junto ao palco com os seus óculos de sol e boomerang (!!) a levar com malta em cima. Espero que o resto da noite tenha corrido melhor (a partir dali era sempre a descer...). É verdade que os For The Glory já têm 14 anos de vida, mas esta é capaz de ter sido uma novidade nos concertos da banda. Para mim foi. Mas nem vómito impede a festa e depois de uma limpeza rápida do piso, tipo jogo de basquetebol, o concerto recomeçou.

Acrescentar só um PSA para os (felizmente poucos) amigos do crowdkill. Isto de se ver vídeos no Youtube e ir para o pit replicar deve funcionar em alguns concertos, mas há outros em que essa idiotice não é tolerada. Resumindo, se foste um dos que sentiram o "toque" e depois encostaram à box já sabes o porquê de teres levado o tal toquezinho de chamada de atenção.



Mas como há que dar importância ao que realmente a tem, parece que o hardcore ainda dá sinais de vida em Lisboa. Mesmo sem muitas caras que habitualmente vejo nos concertos o Musicbox estava cheio. Novos e velhos ajudaram a fazer a festa num dia especial para os For The Glory. E se lá estiveram certamente trouxeram o disco para casa, pelo que se ainda não tinham tido a chance de o ouvir digitalmente agora já não há desculpa. Disco sólido de uma ponta à outra, onde a sonoridade dos FTG está bem presente, com uns toquezinhos diferentes aqui e ali que acho que o pessoal vai curtir.

A banda vai estar a tocar por todo o país e se todos os concertos forem sequer metade do bom que este foi são de presença obrigatória. 2017. For The Glory. Hardcore in your fucking face!


Estas e outras fotografias disponíveis neste link, cortesia do top dog Luís Luz.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Nós Contra Eles no Spotify #4

A ideia é simples - uma playlist no Spotify com cenas novas que vão aparecendo nesta plataforma de streaming. Sim, porque estamos em 2017 e o Nós Contra Eles é bué à frente.




Aqui estamos para a semana #4 do NCE no Spotify. Não sei se sou só eu que estou com essa impressão, mas não têm sido editados BUÉ discos bons em 2017?! Com tanta cena nova às vezes nem sei para onde me virar. Bem... vamos a isso...

Anti-Flag - Racists - De certeza que os mais puristas do CORE vão passar à frente esta música, mas tenho quase a certeza que esta é uma das letras mais HARDCORE de toda a playlist até agora. Ok, a música é la la la pop punk ou whatever, mas a letra é demasiado boa para ser ignorada. Sintam só este bridge quase no final da música. "You fly the flag of the Confederacy, You say to celebrate your history, The South was fighting to save slavery, To preserve and protect white supremacy". Nunca ouvi muito Anti-Flag, mas este disco vou ouvir todinho e vou devorar as letras, podem ter a certeza. O disco novo chama-se "American Fall" e saí no dia 3/11.

Liar's Tongue - Plea For Atonement - Os Liar's Tongue são uma banda de Salt Lake City, Utah nos USA e se SLC nos 90's era conhecida pelos "gangs" straight edge, esta banda também soa bem a 90's. Mas mais a crossover, não o crossover thrash à DRI, mais aquele crossover à Cro-Mags e Leeway. Por isso preparem-se para abanar o cabelo e ouvir isto em tronco nú. Pontos extra para quem tiver tattoos no peito à Harley (que tenho a certeza que acha que os Liar's Tongue são "a bunch of pussies"). O disco já saiu e pode ser escutado no Spotify, Bandcamp e Apple Music. Curiosamente não encontrei nada onde encomendar isto em formato físico. Também não pesquisei assim tanto, mas se não aparece logo no Google.... welcome to 2017. 

Freedom - Never Had A Choice - Para quem não sabe os Freedom são de Detroit. Segundo consta por aí, Detroit não será dos sítios mais agradáveis para se viver nos USA. Como era NY nos 70's/80's segundo as autobiografias do Harley e do JJ. Talvez por isso é que, se não soubesse que a banda era de Detroit, diria que eram de NY e a malha era dos 80's quanto muito inicio dos 90's. Tão a sentir early Agnostic Front e as primeiras cenas de Madball?! Se curtem isso vão gostar disto. O disco já saiu na Triple B e também está disponível no Spotify.

Counterparts - Swim Beneath My Skin - Segundo o Gaiola, os canadianos Counterparts são "a banda que mais faz lembrar Shai Hulud". Da primeira vez que ouvi, não pensei logo nisso, mas é daquelas situações quem que depois de te dizerem algo pensas... "ah yaaa pois é..." Então, os Counterparts tocam aquele Hardcore assim com guitarras melódicas e partes mid tempo cheias de coros tipo Comeback Kid e... Shai Hulud (talvez com menos guitarras trabalhadas, pelo menos nesta malha). O disco novo saí dia 22/09 pela Pure Noise. 

Backtrack - Bad To My World - Os Backtrack têm duas músicas novas que fazem parte do mais recente lançamento, um flexi (uma folha quase de papel que dá para meter a tocar no gira-discos) com duas malhas e uma fanzine limitada, mesmo a tempo para a tour que estão a fazer em Setembro nos states. Esta malha é boa, eu pelo menos gosto, começa com aquela bateria cavalgante, depois entra o baixo cheio de groove. Depois entra o breakdown e moshpart. Foi gravado pelo Dean Baltulonis (No Warning, Madball). Acaba por saber a pouco, assim tipo aqueles gelados gourmet que a bola cabe na boca de uma só vez. Já podem fazer o pre-order do novo LP com o mesmo nome desta malha na Bridge 9.

Stick To Your Guns - Married To The Noise - Devo confessar que nunca prestei grande atenção a esta banda. Não deve ser segredo nenhum para ninguém que os STYG tocam aquele Hardcore melódico, mesmo à late 00's. Ou seja, refrão com voz melódica, até alguns woooo's, parte breakdown, tudo bonitinho e bem produzido. Não será a cena que mais vou ouvir, mas também não vou passar para a frente quando aparece na playlist. O disco novo saí a 13/10 e há mil e um bundles para todos os gostos.

Curada pelo David Rosado, esta playlist será atualizada às Sextas-feiras (se tudo correr bem), por isso façam Follow e fiquem a par das novidades. Os updates na playlist serão acompanhados por um post no blog para vos aguçar o apetite e saberem ao que vão.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Entrevista: Ricardo Dias (For The Glory)

Ao fim de 14 anos de banda, os For The Glory regressam às edições com "Now And Forever", o quinto álbum da banda. Dia 22 de setembro é a data de lançamento oficial deste CD Digipack editado pela Rastilho Records com o pontapé de saída a ser dado em Lisboa, no Musicbox. Depois disso há datas por todo o país para vos dar a conhecer este registo, já disponível na íntegra para escuta no bandcamp da editora. Eu e o David enviámos algumas questões rápidas ao Ricardo Dias aka Congas aka o verdadeiro Maradona do Bairro da Mealhada sobre este novo disco e sobre a longevidade dos For The Glory. Em baixo as respostas.


Fala-nos um pouco deste novo disco que marca os regresso dos For The Glory às edições, quatro anos depois do Lisbon Blues. Nesse disco encontrávamos uma forte marca do momento pelo qual o país passava, num contexto de crise em que se queria ver a malta alerta e ativa relativamente aos problemas que nos afetavam, e em que a música servia como veículo dessa mensagem de luta e perseverança. Já com outro contexto político-social (ainda que muitas das coisas não tenham mudado assim tanto...) surge este Now And Forever. Qual é a principal mensagem que querem transmitir com este disco?

Tudo o que disseste é o espelho perfeito do contexto em que o Lisbon Blues foi idealizado e também realizado. Felizmente houve algumas melhorias no sentido de que o fantasma da crise desapareceu, apesar de continuar a haver desemprego a monte, de cada vez mais as pessoas se afundarem na escuridão da sua mente e deixarem os fantasmas da depressão tomarem conta da sua vida. Infelizmente continuamos a viver tempos de crispação social e tempos conturbados onde o preconceito, xenofobia e medo da diferença revela um país que afinal tem um lado mais preconceituoso adormecido.

O Now And Forever tem um sabor diferente, por assim dizer. Tem um feeling mais de olhar de retrospectiva, de pensar o passado, viver o futuro e dando o statement de "para sempre". A verdade é que passaram 14 anos desde o primeiro concerto, a verdade é que cresci com esta banda, e esta banda esteve comigo em todas as grandes decisões e transições da minha vida. Como que se ela fosse a banda sonora da minha vida, portanto posso legitimamente dizer que se esta banda não acabou durante estes anos, já é para sempre.

Nos últimos anos têm havido algumas mudanças na formação de FTG. Como é que isso afectou a escrita do novo disco? Há diferenças na dinâmica da banda?

É um facto que temos tido algumas mudanças na formação de FTG. A dinâmica de banda continua a ser a mesma, porque as pessoas que foram entrando são pessoas que já conheciam a banda há muito tempo ou  são pessoas com as quais já partilhávamos algo e que sua adaptação foi fácil. A última entrada foi do Afonso para o lugar que o Sérgio deixou, e a sua entrada foi depois deste disco estar gravado, pelo que não se nota nada na forma de escrever. A base de escrever riffs foi a mesma, tirando o facto de todos as músicas terem sido escritas apenas com uma guitarra. No entanto na altura de fazer malhas, todos nós contribuímos com ideias, seja nos riffs ou nas estruturas dos temas.

Quais são as maiores fontes de força e motivação para manterem a banda ativa e para ainda tocarem hardcore passados todos estes anos?

A vontade de dizer algo, a vontade de partilhar a música que há dentro de nós, partilhar ideias, conhecer pessoas, viajar e tudo isso. Todas essas coisas fazem-nos acreditar que ainda faz sentido.
Enquanto houver quem acredita nesta banda e no que fazemos, então faz sentido continuar a existir. Obviamente que daqui a uns anos talvez o nosso corpo já não aguente o choque da energia dos concertos, mas até lá vamos continuando a fazer o que nos diverte.

Eu consumo muita música diferente, e não vou negar que também já tive, e tenho, vontade de experimentar fazer algo diferente, mas como disse acima esta é uma banda que me acompanha há 14 anos, que me levou a locais onde nunca pensei ir, que me fez sentir coisas que nunca tinha sentido, portanto é com ela que neste momento tenciono ficar por mais um par de anos e atingir alguns objectivos que ainda não atingimos.

Falaste em objetivos ainda por atingir com FTG. Há algo que possas partilhar sobre o que ainda figura na tua bucket list?

Há coisas que ainda gostava de fazer. Adorava fazer esses festivais maiores da europa. Gostava imenso de conseguir fazer tour na Ásia e no Brasil. Nos USA não é uma coisa que me cative por aí além, mas esses dois continentes era bom demais!


Nos últimos anos temos vindo a assistir a uma mudança de paradigma no que diz respeito aos concertos de For The Glory, quer em Portugal quer lá fora. Se cá cada vez mais são nome habitual em festivais de metal, também lá fora as tours de vários dias foram trocadas por datas únicas ou fins de semana com dois/três concertos. Sei que não é novidade para ti falares desta relação cada vez mais próxima com a cena do metal, mas recorda-nos um pouco como é que esta aproximação aconteceu e como é que comparas estes dois géneros musicais e cenas distintas, mas com vários pontos em que se tocam.

Respondendo à troca de datas soltas pela Europa em detrimento das tours, foi uma situação à qual fomos "forçados" pelas melhores razões. Há 2 anos e meio fui Pai pela primeira vez e a minha presença era necessária em casa. Já tenho um trabalho que me obriga a passar alguns dias fora e fazer estrada a um nível nacional, e a ideia de me ausentar de casa durante 3 semanas ao início assustava-me imenso.

Agora já vamos conseguir marcar uma ou outra tour, tentar fazer à mesma esses weekend trips e tentar fazer o máximo que nos for possível. FTG não é um trabalho e não sentimos que somos obrigados a fazer só porque sim, só fazemos as coisas quando realmente as queremos. Isso é algo que não irá mudar.

Em relação a sermos presença em festivais de metal, acho super fixe. Na realidade não vejo grandes diferenças de algumas bandas de metal para a nossa, na forma de trabalhar, na forma diy com que gerem a banda, na forma como abordam questões sociais, etc. De há uns anos para cá temos feito algumas datas com uma banda de amigos que são os Switchtense. Eles tocam um thrash metal rápido, incisivo com umas letras boas e com grande onda. Quando nos conhecemos foi tipo aquela empatia mega cool. Percebemos que não havia grandes diferenças na forma de estar de ambas as bandas e simplesmente houve o click. Depois acho que o facto de me dar bem com muita gente acaba por gerar esses convites e acaba por levar a uma maior aceitação nos festa de metal. Acabamos muitas vezes os concertos com pessoal a dizer "não gosto de hardcore, mas vocês ao vivo são diferentes". Isso é bom de se ouvir, é bom perceber que há uma abertura maior ao nosso tipo de banda.

Infelizmente, não posso dizer o mesmo ao contrário. O pessoal do core continua a ser um bocado preconceituoso em relação a algumas bandas de metal. Tanto me vês num concerto de hardcore como num de metal, de punk rock ou whatever. Se gostar da música, das bandas e das pessoas, tenho todo o prazer em marcar presença. Não tenho vergonha de o mostrar. No HC vive-se sempre a apregoar a aceitação da diferença, mas não conseguimos aceitar as diferenças entre metal e hardcore...parece-me redutor e parvo.

Foi difícil sair da zona de conforto dos concertos "pequenos" mas em que todos se conheciam (e vos conheciam) e começar a tocar para malta que, provavelmente, não fazia ideia de quem eram e dos anos que já tinham nas pernas?

Encaramos todos os concertos com a mesma disposição. Vamos lá passar um bom bocado. Há muitos anos que nos deixámos de levar tão a sério. Continuamos a fazer o melhor que sabemos, continuamos a tocar o melhor que conseguimos e a tentar ser "profissionais", mas sempre na descontra. Adoro tocar para 500 ou 600 da mesma forma que adoro tocar para 50. São formas de encarar a coisa diferentes e em que temos de dar sempre o máximo.

Cada vez que vamos ao estrangeiro é um começar de novo constante. Não somos banda local, somos a banda de fora e tocamos sempre para pessoas diferentes, porque todos os anos há renovação das pessoas que vão a concertos. Todos os anos apanhamos sempre pessoas novas a dizer que é a primeira vez que nos vêm. Isso é estimulante!

E quanto a tocar lá fora? Acredito que voos low cost sejam uma ajuda importante para a internacionalização da banda.

O aparecimento de empresas low cost facilita a ida lá fora quando tens o teu gear lá. Se tiveres de levar guitarras e mais merch, etc, acaba por não ser assim tão benéfico. Claro que se tiveres alguma banda amiga que te empresta quase tudo, então é uma boa solução. Temos feito algumas incursões lá fora e vamos de low cost ou de companhias regulares dependendo da situação e com quem tocamos.

Este novo registo conta já com três vídeos online a promoverem precisamente três das onze faixas. Como e porque é que surgiu esta maior aposta no audiovisual para comunicar a vossa música?

Sempre quisemos fazer vídeos para os outros discos, mas o que acontecia é que ou passava o timing ou não estávamos com paciência para os gravar. Sempre fomos meio desligados com essa coisa dos vídeos.

Agora tivemos aquela pressão do Vynn de Steal Your Crown, que nos melgou para gravarmos uns videos e que queria gravar um ou dois vídeos com a banda. Entretanto quando tocámos no Casainhos Fest ele acabou por retirar mais umas imagens e apareceu com um vídeo novo, hahah. Portanto foi mesmo preciso ter um gajo como o Vynn a chatear e não pensarmos muito para fazer isso acontecer.
Agradecemos imenso ao Vynn porque conseguiu fazer três vídeos que gostamos imenso!

Portugal e especialmente a cena hardcore sempre foi um mercado bastante curto para a venda de discos e isto obviamente tem o seu impacto nas formas de subsistência de uma banda. Qual a tua opinião sobre o Spotify e todas essas novas plataformas de streaming na sua relação com as bandas quer no que diz respeito à divulgação quer também à parte financeira.

Tudo o que são plataformas digitais estão a cargo da nossa editora. Não trabalhamos o digital. A nossa venda de discos costuma correr bem, claro que não são números astronómicos mas estamos bem com isso. Obviamente que era importante conseguir vender discos, essa é a única forma de bandas como a nossa subsistirem.

Também para as editoras conseguirem editar as bandas é preciso haver vendas de discos. Editoras como a Rastilho, Hell Xis, a Infected, a Raging Planet, a Mosher Records etc, são editoras feitas por pessoas que são fãs de música, que gostam de apoiar e lançar novas bandas, mas para essas editoras conseguirem meter os discos cá fora, eles têm de ser comprados. Não peço para comprarem discos por piedade, mas se gostam das bandas é de valor o vosso apoio ao comprar o cd.


Em 14 anos muita coisa muda. Tentando não cair muito na pergunta cliché, há algo que gostasses de desenterrar do passado para aplicar ao presente? E algum arrependimento?

Não me arrependendo de muitas coisas, há algumas coisas que rectificava no plano pessoal. Enquanto banda, acho que temos o caminho que estava destinado. Temos a consciência tranquila do que fazemos e onde queremos estar, o que queremos fazer. Gostava de regravar o Down In Blood e lançar o Survival Of The Fittest em LP, hahaha.

Com este novo disco na bagagem deduzo que o plano a curto prazo seja tocar sempre que possível. Há algo já planeado? Shows lá fora, aquele vinil para os colecionadores, tours?

Temos várias datas marcadas, vamos andar por Lisboa (22 set), Caldas da Rainha (29 set), Porto (30 set), Pinhal Novo (6 Out), Faro (7 out), Figueira da Foz (27 out), Viana do Castelo (28 out).

Temos também uma tour europeia agendada com cerca de 13 datas e já estamos a fechar datas para 2018. No que toca a concertos, somos uma banda que até toca com alguma frequência e não nos podemos queixar.

Últimas palavras.

Primeiro de tudo gostava de vos agradecer por nos darem espaço de partilhar um pouco sobre a banda, e deixar o convite a todas as pessoas que estejam interessadas em passar no Musicbox na sexta feira dia 22 setembro de 2017 para release show de Now And Forever. Era fixe ver toda a malta que tem acompanhado a banda ao longo dos anos por lá. Um abraço enorme.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Nós Contra Eles no Spotify #3

A ideia é simples - uma playlist no Spotify com cenas novas que vão aparecendo nesta plataforma de streaming. Sim, porque estamos em 2017 e o Nós Contra Eles é bué à frente.




Semana número 3 e a playlist continua a aumentar. Esta semana com um bocadinho mais de Hardcore. Acho que ainda não tinha dito aqui que as músicas com mais de um mês vão sendo eliminadas de semana a semana, para a playlist se manter sempre fresh! Vamos a isto...

No Warning - Like A Rebel - Uma das regras criadas por mim e pelo Tiago foi que não se deviam repetir bandas na playlist, pelo menos não sem algum espaçamento. Mas, creio que ambos concordamos que, se há banda que mereça uma excepção, são os No Warning. Segunda malha divulgada do novo disco e esta já soa mais a NW, especialmente a voz. Aquela maneira como o Ben sobrepõe os versos é mesmo à NW. Não sei se gosto mais desta se da outra, mas sei que a julgar por estas duas músicas, e se o resto do disco for nesta onda, vai ser MUITO bom. Agora sintam NW!

Iron Chic - My Best Friend (Is a Nihilist) - Curti bué o "Not Like This" (2010) quando saiu, mas o disco a seguir na Bridge Nine não me bateu tanto. Mas o mais importante aqui é que os Iron Chic estão de volta e deram um passo gigante ao assinar pela Side One Dummy (Gaslight Anthem, Title Fight). Quem ainda não conhece os Iron Chic são a banda perfeita para um show na Disgraça à pinha com o PA todo lixado, mas com a sala toda a cantar as músicas todas em sing along. Se curtes Hot Water Music de certeza que vais curtir Iron Chic. O disco novo chama-se "You Can't Stay Here" e sai dia 13/10.

Comeback Kid - Moment In Time - Quer se goste ou se odeie, há que admitir que Comeback Kid são uma das principais bandas dos 00s. Confesso que o meu acompanhamento da banda tem sido intermitente, mais tipo álbum sim, álbum não. O último disco que ouvi mais, e que é talvez o meu preferido, foi o "Symptom + Cures". O seguinte passou-me um bocado ao lado. Mas regra geral sabemos que um disco novo de CBK à partida vai ser bom e diferente do anterior. A julgar por esta malha, mais na onda do "Symptoms + Cures" com uma parte rápida mesmo à CBK, mas com um início e final mais diferente com o gajo de Northcote a cantar. O disco já saiu, chama-se "Outsider" e saiu pela Nuclear Blast. Ainda não tive tempo de ouvir, mas prometo tratar disso em breve.

Burn - Climb Out - É engraçado que o primeiro LP de Burn só saiu agora em 2017 pela Deathwish, intitulado "Do Or Die". Os Burn são uma banda de NY que foi formada no final dos anos 80, lançou um EP na Revelation, depois acabou em 92, voltaram ao activo em 2001 tendo lançado alguns EPs e tocado aqui e alí. O disco já saiu e estou bastante curioso para o ouvir. Burn tocam assim aquele Hardcore quase post, tipo 108 e Quicksand com guitarras a tocar riffs nervosos. Gosto!

Forced Order - False Power - Confesso que nunca ouvi muito Forced Order, mas têm um disco novo chamado "One Last Prayer" acabadinho de sair na Triple B Records. Quem não os conhece, estes rapazes do sul da Califórnia tocam aquele Hardcore musculado e cheio de testosterona, com pedal duplo e mosh parts e coisas. Fiquei curioso para ouvir o disco e dar uma chance a esta banda. Vá elucidem-me acerca disto que estou um bocado fora....

Sports - Making It Right - E esta é a malha da semana para o Ludgero... vá pensavam que ia escrever só isso?! Talvez... mas vou só dizer que que os Sports são uma banda fofinha de Philly e que vão lançar um split com Plush que não conheço. Malha perfeita para vos deixar assim mais fofinhos para o resto da semana depois da brutidade de Forced Order.

Curada pelo David Rosado, esta playlist será atualizada às Sextas-feiras (se tudo correr bem), por isso façam Follow e fiquem a par das novidades. Os updates na playlist serão acompanhados por um post no blog para vos aguçar o apetite e saberem ao que vão.

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Nós Contra Eles no Spotify #2

A ideia é simples - uma playlist no Spotify com cenas novas que vão aparecendo nesta plataforma de streaming. Sim, porque estamos em 2017 e o Nós Contra Eles é bué à frente.



Sejam bem vindos à segunda semana do Nós Contra Eles no Spotify. Obrigado a todos os que leram, partilharam, fizeram follow na playlist, ouviram ou ignoraram. Sendo que a ideia desta coluna tem por base uma playlist no Spotify, a probabilidade de entrarem malhas daquelas bandas obscuras que só gravam uma demo e depois kaput (que o Tiago tanto adora) é muito baixa. Umas semanas vai haver mais Hardcore, noutras mais Punk Rock, Emo… whatever… aqui vamos nós!

Paradise LostSymbolic Virtue - E desta é que não estavam à espera… Para quem não conhece os Paradise Lost são uma banda de Gothic Metal fundada em 1988. De há uns anos para cá, especialmente depois de ter a conta premium do Spotify tenho ouvido muito mais coisas diferentes e esta banda é uma delas. Não sou conhecedor profundo de nada, mas ouvi bastantes vezes o último disco deles de 2015 chamado “The Plague Within”. Esta música é do disco novo que é o 14º disco da carreira da banda. Ainda não ouvi o disco, mas gostei desta malha. Tem aquele riff de guitarra arrastado que combina bem com o andamento e com o mood da banda. Até tem um pianinho lá no meio. É assim tipo joker para destoar do resto da playlist.

No Use For A NameTurning Japanese - O Tony Sly era um grande escritor de canções. Dos melhores de sempre no Punk Rock, disso não tenho dúvidas. Fiquei mesmo realmente triste quando soube da notícia da sua morte em 2012. A Fat Wreck Chords editou no passado mês de Agosto uma compilação com covers gravadas pelos No Use For A Name ao longo dos anos. Vale sempre a pena recordar e nunca esquecer Tony Sly.

Hot Water MusicComplicated - Gosto mesmo MUITO de HWM. O “Exister” foi o disco que mais ouvi em 2012, por isso um disco do Chuck e companhia é sempre bem vindo. Esta música é já a terceira música disponibilizada do novo disco que se chama “Light It Up” e a sua data de lançamento é 15/09. Esta é uma malha do Chuck, com a sua voz rouca de quem bebe um shot de pregos e lixa todas as manhãs , bem na onda das músicas do ultimo disco. Não é preciso ser bruxo para adivinhar que este vai ser dos discos que mais vou ouvir nos próximos tempos.

WoolwormJudgement Day - E aqui está o achado da semana. Aparentemente os Woolworm são uma banda de pessoal do core de Vancouver. É assim aquele indie rock bem soft e fofinho, com guitarras com pouca distorção e aquele andamento assim mid-tempo de embalar com a musica a crescer até ao fim. Certamente não é para todos, mas aposto que desta o Ludgero vai gostar.

Shattered FaithHeartache (Too Much) - OK, afinal há mais um achado esta semana. Os Shattered Faith foram formados em 1978 na California do sul e lançam agora um disco duplo chamado “Volume III”. É interessante saber que a banda foi formada pelo gajo de U.S. Bombs, mas que pelo que descobri já não está na banda. É Punk Rock à California tipo Adolescents. Tem a sua piada.

MotörheadRockaway Beach - Duas cover na mesma semana?! Espero não estar a abusar. Motorhead a tocar Ramones, como não gostar?! Ainda para mais é uma das minhas músicas preferidas de Ramones. Só peca se calhar por estar demasiado parecido ao original, mas é o Lemmy na mesma. O disco com vários covers gravados pela banda ao longo dos anos já se encontra disponível. Não é um “must have”, mas dá para meter a tocar de vez em quando.

Curada pelo David Rosado, esta playlist será atualizada às Sextas-feiras (se tudo correr bem), por isso façam Follow e fiquem a par das novidades. Os updates na playlist serão acompanhados por um post no blog para vos aguçar o apetite e saberem ao que vão.