sexta-feira, 17 de abril de 2020

Review: Bent Blue - Between Your and You're Demo (2020)


Bent Blue - Between Your and You're (Demo)
(War Records)




Não consigo precisar ao certo como é que isto me veio parar aos ouvidos, mas penso que terá sido num story do Instagram (welcome to 2020!). Tenho ideia que li a palavra "Lifetime" e isso despertou-me logo o interesse. Se há uma banda influente dos anos 90 que conseguiu misturar como ninguém riffs melódicos e rápidos com letras "choronas" e uma voz melódica com aquela entoação anasalada inconfundível foram os Lifetime, que, por sua vez, influenciaram toda uma geração, com Saves The Day e Kid Dynamite à cabeça como as mais populares desse "género".

É certo que a primeira música, They Ask Why, é a mais Lifetimesca de todas, especialmente em termos vocais. O riff de guitarra é melódico o suficiente para me cativar a atenção e a "melodia" de voz faz-me lembrar que gosto mesmo muito de Lifetime. Mas se pensam que esta nova banda, do sul da Califórnia, se limita a pedir riffs emprestados a Lifetime, desenganem-se. Há aqui uma mescla de influências que vão desde as bandas de D.C. de final dos anos 80 a cenas mais 90's (Mouthpiece talvez) ou até a grupos mais contemporâneos como os Basement ou Title Fight (do início, claro). Ao todo são 5 músicas em 10 minutos, que para mim é mais que ideal neste mix de músicas rápidas com partes mais mid-tempo.

Não tenham ilusões, esta demo soa a demo. Está aqui muito potencial, mas algo me diz que conseguem fazer muito melhor, especialmente em termos do trabalho de bateria. No entanto, conseguiu despertar o interesse da War Records, editora do vocalista de Strife, que pelo que li tem um plano de lançar algumas demos de bandas novas californianas. Para mim, parece-me uma boa ideia.

Se não tivesse feito nenhuma pesquisa acerca da banda online diria que era uma banda da outra costa e que seria uma questão de tempo até editarem um EP na Run For Cover.

Se és alguém que gosta de cenas mais melódicas ou tens o mínimo de interesse nas bandas que referi acima acho que vais achar piada a esta demo. Se a tua banda sonora é mais NEG ou Three Knee Deep passa à frente. Não há nada aqui para ti.

(7/10)

terça-feira, 7 de abril de 2020

NCE Podcast Ep.7 - Big Cheese e Quarentena



Ainda nos carris, não há virus que nos desvie do caminho. Quer dizer, talvez o home office e o Netflix ali na TV que nos roubam o tempo agora passado em casa. Depois de muita mensagem do David, e de ter acabado as séries todas que estavam na lista, fica a prometida review ao disco que mais hype criei nos últimos tempos. Se é justificado ou não, digam-nos de vossa justiça (spoiler: claro que é justificado!)

Disponível nos sítios do costume, e noutros que nem sabemos.


segunda-feira, 2 de março de 2020

NCE Podcast Ep.6 - Mais reviews de discos



É tanta música nova a sair, que achámos que fazia sentido falar em mais umas coisas que apareceram no nosso radar.

Super dissecação do novo (e primeiro) lp de Chubby & The Gang (melhor disco não hardcore do ano? spoiler: Tiago diz que sim, David diz que ele é maluco), edição da Triple B dos japoneses Saigan Terror e ainda Freon (11PM Records de novo no podcast), Buggin' Out (assuntos polémicos) e o flexi de Be All End All.

É ouvir, ou ouvir. E voltar a ouvir uma segunda vez para tirar dúvidas.



quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

NCE Podcast Ep.5 - Reviews de discos


Back with a bang, mas sem o bong! Reviews a shows, reviews a discos (e cassetes), muita conversete. Se não tens paciência para ouvir tudo seguido ouve aos bocados (tipo The Irishman).

Foco nas reviews o novo ep de End It, novos lps de Anti-Flag, Big Takeover e Higher Power, e ainda à reedição da demo de Terror em cassete. Para isto e outras coisas, é só clicar nos links em baixo.



Sim, agora estamos no Anchor (bye Soundcloud!) e no Spotify. Dominação mundial, aqui vamos nós.


quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

NCE Podcast Ep.4 - No Warning



Depois de muitas ameaças e alguns anos de espera, os No Warning tocam esta sexta-feira, 31/01/2020, em Portugal. Nada melhor para aguçar o apetite que falar um pouco sobre a carreira da banda de Toronto, percorrendo toda a sua discografia com algumas curiosidades à mistura.

Preparem-se bem, que o concerto promete!




segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

NCE Podcast Ep.3 - 11PM Records


Sabes aquele feeling de quando encontras uma coisa que achas que é boa o suficiente para a quereres partilhar com as outras pessoas em vez de guardares só para ti? Foi o que achámos quando descobrimos a 11PM Records e os seus lançamentos. 7 num em um ano (e uns pós) merecem aquele shout out especial.

E porque queremos que também entres nesta vibe de partilha, mostra aos teus amigos e família este novo episódio do que já é amplamente considerado o melhor podcast da cena nacional. Depois do prémio de melhor blog, é só o continuar da ordem natural das coisas.



terça-feira, 7 de janeiro de 2020

NCE Podcast Ep.2 - Damage Is Done 2019

 

Em novembro o Tiago foi ao UK assistir aos dois primeiros dias do festival DAMAGE IS DONE. A nata do UKHC com duas promessas (já mais que isso) do hardcore americano fizeram-lhe as delícias.

Depois da review escrita prometida ter ficado na gaveta, fica a review no novo formato, para vos fazer inveja.




sábado, 28 de dezembro de 2019

NCE Podcast Ep.1 - Os melhores discos de 2019



NÓS CONTRA ELES, um blog dedicado ao hardcore. E também páginas nas redes sociais dedicadas ao hardcore. E agora também um podcast dedicado ao hardcore! The big takeover.

Para começar bem, fechamos o ano com o clássico top de melhores discos. Há algum que se repita no vosso top?



Para os mais preguiçosos, ficam em baixo os tops para que façam a vossa própria investigação.

Top do David

1- Bad Religion - Age of Unreason
2- Good Riddance - Thoughts and Prayers
3- Angel Du$t - Pretty Buff
4- Agnostic Front - Get Loud!
5- Abuse Of Power - What On Earth Can We Do
6- Wild Side - Who The Hell Is Wild Side?
7- Fury - Failed Entertainment
8- Restraining Order - This World Is Too Much
9- One Step Closer - From Me To You
10- Magnitude - To Whatever Fateful End

Top do Tiago (sem ordem)

Ekulu - Half Alive
Never Ending Game - Just Another Day
Wild Side - Who The Hell Is Wild Side?
Abuse of Power - What On Earth Can We Do
Restraining Order - This World Is Too Much
Judiciary - Surface Noise
Mastermind - Bad Reaction
Heavy Discipline - Demo 2019
Game - No One Wins
ASID - Pathetic Flesh

Não prometemos regularidade, mas prometemos conteúdo. Adicionem o Podcast à vossa playlist, e..nos aguardem!

sábado, 2 de novembro de 2019

Novo disco de Agnostic Front dia 8/11


O 12º album da longa carreira dos Agnostic Front vai ser editado no próximo dia 8 de Novembro, pela Nuclear Blast. Mesmo a tempo para o seu regresso a Lisboa dia 21 de Novembro no RCA Club.

É certo que hoje em dia não será um disco novo que irá convencer as pessoas a irem a um concerto de AF. Uma banda que no próximo ano irá celebrar 40 anos de existência já passou por muitas fases diferentes. Abordagens mais metaleiras e outras mais punk. A julgar pelas duas músicas já disponiveis, parece-me que este novo "Get Loud" irá ter uma abordagem mais punk.

Uma coisa é certa, o disco anterior "The American Dream Died" de 2015, foi na minha opinião acima da média e um bom disco de Hardcore, veremos daqui a uma semana.

Até lá, aqui ficam as duas malhas novas.

segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Review: Vantage Point - An Answer You Won't Find (2019)


VANTAGE POINT - AN ANSWER YOU WON'T FIND
(Triple B Records)

Aproveitando a onda da Triple B Records, chega-nos mais um lançamento fresquinho. Desta feita o novo 7" dos Vantage Point, de Boston, que há uns tempos atrás (2018) tinham editado um 7" pela defunta Straight & Alert Records. Devo confessar que sou fã deste formato. Conheço quem tenha um ódio de morte aos 7"s, mas sempre tive um carinho especial. Gosto do facto de serem assim maneirinhos e regra geral não terem muitas músicas. Algumas vezes sabe a pouco, eu sei, e talvez este EP seja o caso.

Imaginemos que um daqueles dinossauros da cena esteve afastado durante uma década e ouve isto. A primeira reação provavelmente seria: "Wow, não conheço estas músicas de Turning Point, isto não está na discografia pois não?". Se me dissessem também que isto era o EP de Turning Point que eles tinham gravado logo a seguir ao "It's Always Darkest..." e antes das malhas do split com No Escape, era bem capaz de ir na conversa. Se estão a pensar que o facto de isto me fazer lembrar bastante Turning Point é um ponto negativo, não podiam estar mais enganados. Este EP apenas demonstra que estamos perante uma banda em evolução que já encontrou a sua zona de conforto. Estas 4 malhas até acabam por saber a pouco. Se a curtinha "Fade" lança o mote para o que teremos pela frente nos próximos 9 minutos (nem chega), a segunda malha "When The Dust Settles" fornece-nos o primeiro sing along do EP, enquanto pisca o olho a uns Have Heart ou Verse. As guitarras melódicas no refrão estão no ponto e as mudanças rítmicas na bateria, com este andamento mid-tempo arrastado muito 90's (e muito Have Heart - Armed With a Mind).

Se és uma daquelas pessoas que ainda não conseguiu superar o trauma do fim dos Have Heart, penso que os Vantage Point têm todo o potencial para ocupar esse lugar na cena de Boston. Só tempo o dirá. Por enquanto, este EP no repeat vai servindo para enganar a fome de um LP tipo "The Things We Carry" de Have Heart ou o "A Life Less Plagued" de Carry On.
(8/10)

quarta-feira, 23 de outubro de 2019

Review: Never Ending Game - Just Another Day (2019)


NEVER ENDING GAME - JUST ANOTHER DAY
(Triple B Records)

Acho que é seguro poder dizer que a Triple B Records é a principal editora de Hardcore no activo. Hoje em dia, a Triple B Records é o que a Bridge Nine Records foi nos 00's. Os lançamentos são mais que muitos e com uma regularidade assinalável. E se há algo que não se pode acusar a editora é de lançar sempre clones da mesma banda, ou cenas iguais.

Em relação ao disco em questão, este é o primeiro LP dos NEG, banda de Detroit nos Estados Unidos, cidade famosa pela violência, altos índices de criminalidade e pelo Robocop. Devo confessar que as primeiras cenas que ouvi dos NEG não me chamaram a atenção. O rótulo "Beatdown" tem o mesmo efeito em mim que os testemunhas de Jeová ou aqueles vendedores dos cartões de crédito nos shoppings. A minha reacção é fugir a sete pés ou fingir que estou a fazer algo importantíssimo no telémovel, normalmente uma chamada urgente. Mas o que é certo é que a banda até tem algum hype e se isso por vezes tem um efeito negativo em mim, desta vez até me deu vontade de dar uma chance a este disco.

Caso ainda não tenham reparado os 90's estão de volta e isso tem se vindo a notar nestas bandas "novas". Seja na utilização de "samples" de filmes, seja no som de tarola ou até no "estilo" da capa. 90's baby!!! Em termos de som, os NEG são uma banda "riff oriented", com mosh parts e breakdowns, mas daqueles mesmo a sério, com a guitarra em palm mute, pedal duplo, em que basta fechares os olhos para imaginares uma dezena de putos a tentar acertar no ninja invisível. Mas há que reconhecer que também não têm medo de ter versos rápidos e os refrõess com os gang vocals mais lentos. Mas agora que falo nisso, algo que estaria à espera neste disco eram mais gang vocals.

Para mim este disco tem 2 partes, até ao interlúdio N.E.G. Jams (faixa 5), as malhas parecem mais directas e incisivas, mas daí para a frente, sinto que tentaram acrescentar alguns "flavours" extra, tanto a nível de bateria como nas guitarras. O baixo é tímido, mas numa ou noutra parte sentimos a sua presença como que a relembrar que também existe e se quer mostrar um pouco.

No geral é um bom disco de uma banda que tem um pouco mais de "sumo" do que aquilo que inicialmente estava à espera. Atrevo-me a dizer que quanto mais ouço o disco, mais piada lhe acho.
7/10

sábado, 4 de maio de 2019

Review: Wild Side - Who The Hell Is WILD SIDE? (2019)




"It's Wild Side, to shut the skeptics up". Bom, começando (quase) pelo fim, na penúltima faixa do novo disco de Wild Side tenho uma resposta às minhas reticências quanto à qualidade do que resultaria este disco, expressas a meio de abril, quando saiu o single de avanço. Não que a faixa "Street Action" fosse má, mas depois do adiamento de cinco anos (!) do lançamento deste disco (promo cs em 2016...), não queria ficar com as expectativas em alta com uma faixa que "não me aqueceu nem arrefeceu", para ir buscar as palavras utilizadas no post.

E tal como eles dizem, tenho é de me calar e devorar este disco, que entrou diretamente quer para a lista de compras quer para a dos discos a ter em conta no fim do ano. A banda canadiana é boa e a demo provava-o, mas em cinco anos dá para voltar a cair um bocado na sombra, daí que até o título do LP faz sentido, afinal, que raio são os Wild Side? Depois do disco, acho que ficamos todos a saber, e a reter.

Musicalmente, é aquela receita caseira revivalista do que se fazia nos mid 2000's, época já em si revivalista. Muito Warzone na cabeça, bom estudo do catálogo da Lockin' Out e a usarem e a abusarem de dive bombs e aqueles solos malucos à rock clássico. Na escala de "voavas para ver" está num "claro que sim, tocam onde?".