sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Nós Contra Eles no Spotify #11

A ideia é simples - uma playlist no Spotify com cenas novas que vão aparecendo nesta plataforma de streaming. Sim, porque estamos em 2017 e o Nós Contra Eles é bué à frente.



A semana número 11 começa com um lembrete especial... Mais logo há Cro-Mags no RCA com Dimension e Ground & Pound. Depois não digam que não foram avisados. Então vamos lá ao que interessa... 

Turnstile - Real Thing - Olha quem está de volta... depois do EP de 2016 "Move Thru Me" os Turnstile regressam com esta fresquinha Real Thing que serve para abrir o apetite para o novo disco que vai sair em 2018 pela Roadrunner Records. Parece que estamos outra vez nos anos 90 e as bandas de Hardcore estão a voltar a editar discos em editoras "major" e de metal. Parece-me bem. Aqui fica igualmente o vídeo com uma boa dose de fritaria. Sintam o groove...


Anti-Flag - Liar - O novo disco dos Anti-Flag acabou de sair no passado dia 03/11. A revista Loud! publicou uma entrevista com a banda e fez uma review que deu uma nota baixinha ao disco. Sinceramente já seria de esperar. É certo que a "sensibilidade" Pop e as doses de açúcar capazes de deixar qualquer um de nós diabético dos ouvidos estão cá. Mas quem não gosta de sing-alongs e lá lá lás?! Eu cá gosto e vou comprar este disco em breve, ai vou, vou...

Converge - Broken By Light - O nono disco de Converge já saiu no passado dia 03/11 e esta é uma das músicas que fazem parte do mesmo. Acho que foram precisos estes anos todos para finalmente conseguir ouvir esta banda e até gostar daquilo que estou a ouvir. Esta música é a abrir e tenho um sério palpite que se os A Thousand Words ainda tocassem ia soar mais ou menos a esta música. Não vos parece?

Direct Hit! - Shifting The Blame - Estamos em 2017 e ainda se editam splits. Quem diria... Neste caso é um split de Direct Hit e Pears que acabou de sair na Fat Wreck Chords. Ainda no outro dia o Flávio me perguntava sobre Pears e infelizmente não o consegui elucidar muito acerca da banda, pois confesso que é daquelas que até tem um certo hype, mas que ainda não ouvi com a devida atenção. Os Direct Hit! são uma das realmente boas novas bandas de Punk Rock. Melódicos o suficiente e com músicas rápidas coisa que até nem tem sido normal nas bandas mais recentes que optam por musicas mais rockadas e mid-tempo. É certo que carreguei no repeat sempre que esta música acabou esta semana.

Zao - The Host Has Bared Its Teeth - Tenho a certeza absoluta que devo ter tido uma conversa acerca desta banda com o João Vairinhos algures em 99/00. Era daquelas bandas que invariavelmente entravam no mesmo saco New School com Morning Again, Poison The Well e afins. Na altura nunca lhe prestei grande atenção, mas esta semana até achei bastante piada a esta malha. Soa a 90s, mas moderno, pelo menos em qualidade de som. Tem aquelas guitarradas dissonantes mesmo à 90s. O Vairinhos hoje em dia não sei se gosta disto, mas tenho a certeza que o de 99/00 ia gostar.  

The Slow Death - I'll Be Right Here - Como eu gosto de fazer estes achados no Spotify. Falem bem ou mal, tenho ouvido muito mais música desde que tenho este serviço de streaming e tenho conhecido muitas bandas novas. Não conhecia os "Morte Lenta" (eheheh!!) e fiquei bastante agradado com esta malha. É aquele Punk Rock do sing along que os Hot Water Music aperfeiçoaram tão bem. Me gusta! Até pra semana pessoal... 

Esta playlist será atualizada às Sextas-feiras, por isso façam Follow no Spotify e fiquem a par das novidades. Os updates na playlist serão acompanhados por um post no blog para vos aguçar o apetite e saberem ao que vão.  

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Nós Contra Eles no Spotify #10

A ideia é simples - uma playlist no Spotify com cenas novas que vão aparecendo nesta plataforma de streaming. Sim, porque estamos em 2017 e o Nós Contra Eles é bué à frente.




E assim chegamos aos dois dígitos. São já 10 semanas a actualizar a playlist. Espero que estejam a gostar. Já entrámos no último trimestre de 2017, por isso estou curioso para ver o que é que ainda vai surgir nos últimos meses do ano. Vamos a isso...

Advent - Wind From The Valley - É um facto que a Bridge 9 é uma das mais influentes editoras de Hardcore de sempre. Especialmente de 2000 para a frente. A capacidade de encontrar a "next big thing" sempre foi uma característica da editora de Boston. Mas isto é quase como uma equipa de futebol, tens de inevitavelmente de contratar algum entulho até acertares. Os Advent parecem-me ser um caso mais de entulho que de "next big thing". No entanto é uma novidade e há que ouvir para depois opinar não é?! Não me convenceram, mas ainda vou ouvir mais algumas vezes.

Brian Fallon - Forget Me Not - Para o ano faz 10 anos que os The Gaslight Anthem lançaram o melhor disco da carreira, o "The '59 Sound". Entretanto a banda já assinou por uma major label e neste momento encontra-se em hiatos. Parece que tanto tempo juntos os rapazes lá se chatearam. O que é certo é que o vocalista Brian Fallon continua a compor e este vai ser já o segundo disco. Talvez mais singer songwriter e menos Rock ou Punk Rock que Gaslight Anthem, mas ainda assim merece uma escutadela atenta. Este é o primeiro single e o disco novo chamado "Sleepwalkers" só sai dia 9/02.  

Annihilator - One To Kill - Quem tem acompanhado a playlist nas últimas semanas já não deve estranhar uma malha de metal aqui infiltrada. Desta vez coube aos Annihilator, para quem não conhece são uma banda de Thrash Metal do Canadá. Esta é a primeira música divulgada do 16º disco da carreira que se vai chamar "For The Demented" e vem cá para fora a 3/11. Antes de descobrir o Punk Rock e o Hardcore já ouvia algum Metal tipo Metallica, Megadeth ou Iron Maiden. Até estou a sentir... 

Morrissey - I Wish You Lonely - O novo disco do Moz (11º a solo) vai ser editado a 17/11. Este é o segundo single. Sou só eu com bué pica para este disco? Esta música não é tão fixe como o primeiro single, mas a letra parece-me muito boa. Moz é sempre bom! 

Antwon - Airplane Mode - Agora é que estraguei tudo não foi?! Já não faltavam as malhas choronas, as do metal agora hip hop?!! Pois é, aqui dá para um bocadinho de tudo. O Antwon é um gajo do Hardcore da Bay Area que faz hip-hop com bastante sucesso há algum tempo. Quem me falou dele primeiro foi o Rafa e se o Rafa aprova eu tenho que aprovar também. E vocês deviam ir pelo mesmo caminho. Não é tão bom como Youth of Today obviamente, mas é engraçado para ouvir coisas diferentes de vez em quando. Rafa, esta é para ti! 

The Templars - Hour Of Sorrow - Para terminar a playlist esta semana que tal uma banda Oi! ? Pode ser? Bem, agora já está e não há muito a fazer. Um dia destes tenho que perguntar ao Pedro Bica ou ao Rattus para me darem uma aula sobre The Templars e depois conto-vos o que aprendi. Até lá tenham todos um bom fim de semana. 

Esta playlist será atualizada às Sextas-feiras (se tudo correr bem), por isso façam Follow e fiquem a par das novidades. Os updates na playlist serão acompanhados por um post no blog para vos aguçar o apetite e saberem ao que vão.  

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Nós Contra Eles no Spotify #9

A ideia é simples - uma playlist no Spotify com cenas novas que vão aparecendo nesta plataforma de streaming. Sim, porque estamos em 2017 e o Nós Contra Eles é bué à frente.




Desta vez, como não me apareceu muita coisa diferente e nova nas minhas pesquisas para a playlist, decidi fazer uma pequena batota e ir às cenas que já tinha aqui e tenho ouvido mais ou menos regularmente. Mas tudo de discos que saíram em 2017. Será que o Chefe Tiago vai aprovar? Espero que sim.

Hüsker Dü - Won't Change - No passado mês de Setembro os Hüsker Dü voltaram a aparecer nas notícias, mas por uma triste razão. O baterista Grant Hart tinha acabado de falecer com 56 anos. Os Hüsker Dü foram uma importante banda nos anos 80 ligada ao Hardcore, embora não soem à primeira "vista" como uma banda de Hardcore. Esta música é um outtake do EP "Metal Circus", de 1983. Estão agora disponíveis todas as músicas que foram cortadas da sessão de gravação desse EP, e esta é uma delas, onde se nota bem aquele som clássico barulhento de guitarra característico dos Hüsker Dü.

Abuse Of Power - When Then Becomes Now - Este disco saiu há um par de meses pela Triple B e soa a 90's. Isso é mau? Claro que não, pelo menos não neste caso. A banda de Atlanta tem neste EP um disco bem sólido que cresce com cada audição. Esta é possivelmente a minha música preferida. Toca a encomendar o disco na Straight & Alert vá... Vão por mim e não se vão arrepender.

Sleater-Kinney - Here We Come - Esta banda foi relativamente grande na cena indie alternativa dos 90's muito colada ao movimento riot grrrl. A banda teve um hiato de 2007 a 2014 tendo voltado com um disco em 2015 chamado "No Cities to Love". Esta música é nova e faz parte de um projecto chamado "7 inches for planned parenthood", uma instituição que faz um trabalho bastante importante e que com a nova "administração" tem passado por mais dificuldades. Todos os lucros vão ser doados para a Planned Parenthood que ajuda pessoas sem seguro de saúde nos USA a terem acesso a serviços de saúde, testes de STDs ou rastreios de cancro, entre outras coisas. Quanto mais vezes ouvirem mais estão a ajudar.

AFI - Still A Stranger - Os AFI são aquela banda que é muito fácil dizer... "ah eu só gosto dos primeiros discos". É legítimo e aceitável. Mas eu geralmente gosto dos discos deles. Comecei a ouvir mais quando eles editaram o "Sing The Sorrow" e este é talvez o disco que se pareça mais com esse dos últimos tempos. Obviamente que não é tão bom. Mas é um disco que foi crescendo cada vez que ouvia mais. Ouçam o riff inicial e vejam se não podia ser da altura do Sing The Sorrow.

88 Fingers Louie - Advice Column - Esta banda de Chicago é conhecida, para além dos bons discos de punk rock, por serem a banda anterior a Rise Against. Depois de terem voltado e acabado algumas vezes a banda juntou-se novamente e editaram este disco "Thank You For Being a Friend", uns 19 anos depois do último LP. Esta é a minha malha preferida do disco e aposto que o Machado também vai curtir.

Mom Jeans. - YIKES (Daddy Wants Wings) - O Flávio Duarte é o rapaz mais simpático e fofinho de Casainhos (ide ouvir o episódio do Salad Days Podcast #11). E desde sempre que me diz que Mom Jeans é bué bom. Até me mandou um áudio no WhatsApp todo contente quando soube que a banda tinha assinado pela Side One Dummy, a dizer que ele é que percebe da coisa e eu claramente não... E pronto lá ouvi melhor e cada vez acho mais piada a isto. É uma banda chorona e se estivéssemos nos 90s tinha entrado de certeza no "Emo Diaries". Por isso, esta vai para o Flávio!

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sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Nós Contra Eles no Spotify #8

A ideia é simples - uma playlist no Spotify com cenas novas que vão aparecendo nesta plataforma de streaming. Sim, porque estamos em 2017 e o Nós Contra Eles é bué à frente.




No Warning - Torture Culture - À partida esta é a última música de NW que vai entrar na playlist nos próximos tempos. Eu sempre que começo a escolher as músicas tento não repetir as bandas, mas até agora as malhas de NW têm sido sempre das melhores da semana. Até agora têm sido todas diferentes e todas bué boas, na minha opinião. Esta é a abrir com aquele vibe à Cro-Mags/Bad Brains. Como não amar?! O disco já saiu e tenho medo de o ouvir pois já sei que depois não vou ouvir mais nada... a minha vida é tão complicada... 

Moonspell - Evento - O inicio de baixo, ouvindo sem saber que banda é, mais depressa diria que era Rise Against ou Ignite. Mas depois quando entram as guitarras com teclados... nope não é nenhuma dessas bandas. Nunca ouvi Moonspell, mas se há coisa que tenho feito deste que tenho Spotify é ouvir musica nova (boa e má). É inegável que os Moonspell são a maior banda Metal Portuguesa de sempre e se calhar muitos tugas não têm noção da sua grandeza lá fora. Este disco é cantado em Português e é um álbum conceptual sobre o Terramoto de Lisboa. Sei que não vou adorar este disco, mas também como esta playlist está cada vez mais metaleira (não é Tiago?!) aqui fica o Metal gótico tuga, com teclados, coros e vozes femininas, ou seja tudo aquilo que temos direito. Se quiserem podem encomendar o disco pela Rastilho, que saí a 3/11.

Bodyjar - Elon Musk - Lembro-me desta banda dos late 90's das compilações da Burning Heart, assim aquele Punk Rock midtempo à Face To Face ou Hot Water Music. Parece que a banda acabou ali em 2009 e voltou em 2012 até agora. Estes Australianos têm um EP novo de 4 músicas que já está disponível. Se gostam desta música passem por lá. 4 Músicas passa num instante. 

Transplants - Saturday Night - Nunca fui muito do Transplants. Sou capaz de ter ouvido musicas soltas mas nunca lhe dei devida atenção. Para quem não sabe e tem preguiça de ir ao Google, os Transplants são um supergrupo com o Tim de Rancid, o Travis de Blink 182 e o "Skinhead" Rob. Tendo em conta que tanto o Tim como o Travis têm estado bastante activos com discos novos e tours das respectivas bandas até é natural que mantenham este balanço com um EP novo de Transplants. É verdade que é um EP de covers, mas mesmo assim fiquei com vontade de ouvir o resto do disco. E vocês?!

GBH - Birmingham Smiles - Não é a primeira vez que os GBH entram na playlist. O disco só saí no dia 17 de Novembro pela Hellcat Records e pelo que estive a investigar o disco foi produzido pelo Lars Fredericksen de Rancid. Não há muito mais a dizer da minha parte, por isso vamos seguir em frente.  

For The Glory - No One To Blame - Esta também vai ser a última vez que FTG entra para a playlist num futuro próximo. O disco está mesmo bom e espero sinceramente que venha a sair em vinil em breve. Até para a semana... 

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quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Cinco Às Quintas: Stand In Front

Os Stand In Front são uma banda da Lourinhã que acabaram de editar a sua demo. Para os que, como eu, andaram a dormir, ficam algumas questões à banda para os dar a conhecer.


Para abrir as hostilidades a pergunta do costume: quem são os Stand In Front e porque é que decidiram juntar-se e fazer uma banda? 

Os Stand in front são um grupo de amigos da Praia da Areia Branca, que sempre andou nestas andanças de ter bandas de garagem e projectos com malta de cá. Aproveitamos para apresentar o pessoal: o Ivan na voz, o Mário no baixo, João Miguel Antunes na bateria e João Quintans na guitarra. Os SiF surgem da vontade que sempre ficou de nos voltarmos a reunir um dia para fazer uma coisa mais séria, algo que nem sempre a vida profissional permite conciliar, sendo que neste momento proporcionou-se a disponibilidade aliada à grande vontade de todos e aqui estamos para durar!

Falem-me um pouco sobre o vosso percurso até aos Stand In Front. Sei que o João já tocava em Not Enough mas pouco mais. E o resto da malta? Como é que chegaram ao hardcore? 

Todos nós já tínhamos tocado em vários projectos diferentes, tudo mais na onda do punk dos 90's que para nós foi o começo disto tudo e a maior das influências. Três de nós já tinham tocado juntos em Today's Lesson, uma banda de punk, e o João (baterista) tinha também uma banda na mesma onda com amigos nossos. Já não era novidade para ninguém ter uma banda e o hardcore já todos nós ouvíamos e íamos a concertos. Neste momento quisemos dar o salto e finalmente fazer a banda que sempre se falou e sempre houve vontade de fazer.

Mesmo sendo uma banda recente têm estado bastante ativos, já com uns quantos concertos na bagagem. Qual o feedback que têm tido e o que é que têm extraído desses momentos? 

É verdade e isso só podemos agradecer em quem confiou em nós e marcou estas datas que já conseguimos até agora. Sem nada lançado e para mostrar é sempre mais difícil, por isso estamos bem contentes com este arranque. O feedback tem sido positivo, temos recebido boas criticas e a malta tem apoiado a banda e mostrado interesse em saber mais e se já lançamos alguma coisa. Esse entusiasmo tem sido gratificante . Os concertos têm sido brutais, a energia que temos sentido do pessoal é muito boa e achamos que estamos no bom caminho. Ainda vai tudo um bocado à descoberta por não termos nada cá fora, mas para muitos tem sido uma surpresa e tudo isso nos motiva.


Sei que têm uma demo a sair. Como é que foi gravar a demo e o que é que podemos esperar?

A nossa demo está pronta e saiu dia 15 para escuta no bandcamp e mais tarde em formato físico pela Pé de Ladrão Bookings, estando neste momento o Diogo a ajudar-nos com o lançamento. A gravação da Demo foi uma novidade para a maioria, muitos de nós nunca tinham passado por este processo e todos aprendemos com isso. Foi mesmo DIY, trabalho de equipa e ficámos muito contentes com o resultado. Achamos que para abrir as hostilidades é um bom cartão de visita, é mesmo aquilo que nós gostamos e queremos fazer, o que podem esperar é aquele hardcore à antiga, músicas pequenas sempre a rasgar e cheias de energia, letras sem rodeios com mensagem chapada. 

E quanto ao futuro, o que é que nos podem adiantar? 

Em relação ao futuro neste momento é promover a demo e dar a conhecer a banda, tentar tocar o máximo possível e conseguir umas boas datas para ganhar bagagem e consistência ao vivo. O nosso set nos shows já mete malhas de um próximo lançamento que no futuro esperamos lançar, estamos a fechar ainda algumas malhas novas e sempre em processo de composição. É possível haver novidades durante o próximo ano, mas só conseguimos prometer que vamos fazer por isso e é nossa vontade lançar mais qualquer coisa. Por último, queremos agradecer-te esta oportunidade e enaltecer o teu bom trabalho aqui no “Nós Contra Eles”. 

Agradecimento também ao Diogo da Pé de Ladrão Booking pelo suporte à banda e a quem ajudou a gravar e produzir a demo - Jorge Pereira e Flávio Duarte. E por fim a todos os que nos têm apoiado e transmitido motivação para continuar. Obrigado!


sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Nós Contra Eles no Spotify #7

A ideia é simples - uma playlist no Spotify com cenas novas que vão aparecendo nesta plataforma de streaming. Sim, porque estamos em 2017 e o Nós Contra Eles é bué à frente.




Knuckle Puck - Want Me Around - E este verão em pleno Outubro heim?! E o que é que apetece mais ouvir com o calor?! Pelo menos no meu caso não há altura mais propícia para um bom disco de Pop Punk, que é o caso destes Knuckle Puck de Chicago. Não posso dizer que já os conhecia a fundo, mas o nome já me era familiar há algum tempo. O disco novo acabou de sair hoje mesmo e é um mix de New Found Glory, com Set Your Goals (se tivessem apenas um vocalista) e Yellowcard (sem o violino). Ainda não ouvi o resto do disco, mas esta musica é mesmo daquelas de ouvir com o vidro do carro aberto a levar com o vento que nos despenteia  mesmo usando aquela cera extra forte que o Boto (BD, PF, CB yo!) tanto gosta. Ah só de referir que o disco saiu pela Rise Records. 

Quicksand - Cosmonauts - Outro disco que também já está cá fora é o novo de Quicksand. Ainda não percebi bem se a banda agora é um trio devido ao que aconteceu com o Tom Capone (ler aqui), ou se é apenas temporário. Se ouvisse esta música sem saber o que era talvez dissesse primeiro que era Rival School. E vocês perguntam-me... "isso é mau?" Claro que não, porque Rival Schools é BUÉ BOM!! O disco saiu na Epitaph e é mais um para ouvir em repeat. Tanto disco novo... tão pouco tempo... 

H2O - I Know Why - Então é assim, os H2O nunca foram conhecidos por serem uma banda super produtiva. Ok, quando apareceram nos 90s até lançaram alguns discos seguidos, mas depois disso dá para terem um filho e ele entrar na escola para verem um disco novo (ou quase). A Bridge Nine que até tem tido alguma dificuldade em encontrar a "next big thing" depois de Have Heart decidiu editar as demos gravadas no Don Fury, remasterizadas. Isto foi tudo gravado antes do primeiro disco, tendo na altura saído em dois 7". Então esta é a primeira vez que isto tudo saí em 12". Se são fãs da banda vale a pena comprar. Se não, podem ouvir um par de vezes e depois siga para o novo de No Warning boa?! 

Can't Swim - God Awful - Os Can't Swim são uma banda do estado de NJ e editaram há pouco tempo um disco chamado "Fail You Again". Esta música foi gravada nessa sessão mas por alguma razão não entrou no disco. Algo que a banda se arrependeu passado algum tempo, tendo disponibilizado agora a faixa. É uma boa música e a banda também é boa. É aquele post-hardcore, punk rock, indie... sei lá descrever... que está muito em voga agora. Ouçam por vocês e deixem o comentário a dizer que acham que é boa?! 

Stick To Your Guns - The Reach For Me: "Forgiveness Of Self" - Desconfio que a Pure Noise meteu guita no Spotify para ele me impingir as bandas deles. É apenas uma desconfiança e não tenho provas para uma acusação formal. Anyway, parece que os STYG também acharam piada editar um disco na Sexta-feira 13. É mais uma daquelas bandas que sei que existem, mas nunca ouvi muito. Mas ia jurar que a banda antes não era tão melódica/chorona. Alguém consegue confirmar?! 

For The Glory - Speeches - Depois de terem sobrevivido à "sauna" do Faro Alternativo está aqui mais uma malha do novo disco de FTG. Cada vez que ouço mais o disco, mais lhe acho piada. Continuo a achar que alguém devia oferecer uma pedaleira ao João e agora ao Afonso para eles brincarem mais com efeitos para o próximo disco de FTG eheheh!! Até prá semana...

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terça-feira, 10 de outubro de 2017

News Flash: outubro 2017

Verão em outubro? Melhor só se estivesse de férias. Quem continua a trabalhar 24/7 é o hardcore, e nas últimas semanas têm saídos discos bons a dar com um pau. Temos tentado acompanhar tudo, pelo que se têm andado pela página do Facebook e visto as playlists do David não vos tem escapado muita coisa, mas segue resumo.


Chiller Than Most Fanzine #5


Damn, son! Brevemente a fanzine europeia mais crucial estará de volta. Attila subiu a fasquia com o último número, e este promete. Clica na foto para um sneak peek ao conteúdo. BOM!

Quality Control HQ




A minha editora favorita não tem tido mãos a medir. Verdade que alguns lançamentos já online têm tido o seu lançamento físico adiado, mas a lista de coisas a chegar é, no mínimo, incrível: novo 7" de Big Cheese, Rapture e Unjust, demo de Imposter e Promo CS de Fury, entre outras coisas por confirmar.

Can't Keep Us Down Fest 2018


Não sei se será desta, mas este cartaz está a chamar por mim. A próxima edição do CKUD Fest em Barcelona já começou a divulgar o cartaz, e para já está tudo composto para ser super bom: The Flex, Spirit Crusher, Rapture, RIXE e um monte de bandas locais. Isto acontece em fevereiro, pelo que há tempo para a malta se organizar. Quem está dentro?

The Henchman

Algo de novo está a acontecer, e eu só espero que não vá morrer...

Estejam atentos.

Novos Lançamentos



Screw - Demo 2017 CS - 86 Mentality worship desde a Suécia. Não parece, mas é uma vocalista! Granda pinta. Pedro Bica aprova e recomenda, e eu também!

Fury - Promo 2017 CS - Três malhas novos de avanço do próximo LP. Uma das melhores bandas que por aí andam. A tour europeia que (supostamente) passava aqui foi cancelada por isso o melhor é mesmo voar para os ver. Quem o fez veio rendido. Se o LP anterior não vos chamou a atenção é porque estão duros de ouvido, mas esta promo serve de boa entrada.

Undone - Demo 2017 CS - Lembram-se dos The Hammer? Talvez não, mas em dois anos de existência lançaram duas tapes e três eps. Ainda troquei uns emails com eles quando se equacionou vinda a Portugal na tour Europeia, que não chegou a estes lados pelos motivos habituais. Mas adiante. Membros dessa banda formaram agora os Undone, a entrarem na modinha de fazer bandas à Raw Deal e a toda essa vibe de nova-iorque. Descrição cliché para um som que está a ser explorado um pouco por todo o lado, mas fica aí mais uma oferta, desta vez made in Sweden.



Unjust - Transparency 7" - Quality Control sempre fortíssima, e este novo disco mantém o estatuto. Rapaziada que aprecia Brotherhood, Confront e afins, está aqui um bombom para vocês.

Kind Crew - Demo 2017 CS - Boston hardcore cheio de PMA. Já dei o toque sobre estes garotos num post no Facebook, espero que tenham dado a chance (senão dêem agora!). Parece que há história engraçada por trás de toda esta positividade, que serve pelo menos para me tirar a ideia de que estes gajos andam em alucinogénicos a ver o rato Mickey e o Pateta a saltar à corda.

Liar's Tongue - Threat of Intellect - Produzido pelo Arthur Rizk de Power Trip (que tem andado metido em mil e dois discos da cena mais extrema) têm aqui mais uma boa oferta na onda do crossover. Riffs a alta velocidade para rodar cabelos longos. Esta banda foi-me dada a conhecer pelo David, que está cada vez mais metaleiro. Sinais do fim do mundo alguns dirão...

Concertos



Os Mr. Miyagi voltam a descer para um concerto dia 13 em Cascais, no Stairway, com Jackie D e Escorraçados. Dia 20, no Porto, os Cruelist apresentam o novo EP, a ser editado em CD e em Cassete.

Dia 23 há música rápida na Disgraça, com fastcore e powerviolence a cargo dos BOAK do Reino Unido, Ghettö de França e dos caldenses ChaosxA.D.. Dia 26 também na Disgraça há noite screamo e crust com três bandas francesas (Chaviré, Topsy Turvy's e Krokodil) e para fechar este ciclo infernal, a 28, e também na subcave mais alternativa da Penha de França, há concerto benefit com Kids Decay, Bas Rotten, Sukata e Farsa, a reverter a favor do refúgio de animais "Casa Amarela". O mês fecha no Popular, em Alvalade, com uma noite de tributo a Misfits.

E porque novembro promete, fica já aí a referência à sexta edição do Infected Fest nos primeiros dias do mês, com mega cartaz espalhado por três dias. Os Cro-Mags de JJ, Mackie e AJ estarão no dia 10 no RCA, contando com o regresso dos Dimension e Ground & Pound a abrir. Também de regresso vão estar os bostonianos Death Before Dishonor no dia 14, com Last Hope (os búlgaros) e Challenge, no Popular.

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Nós Contra Eles no Spotify #6

A ideia é simples - uma playlist no Spotify com cenas novas que vão aparecendo nesta plataforma de streaming. Sim, porque estamos em 2017 e o Nós Contra Eles é bué à frente.



No Warning - Hell Realm - Normalmente as bandas lançam logo a melhor malha antes do disco, e depois vão lançando as outras e tal. Mas no caso de NW acho que esta terceira malha é a melhor de todas, até agora pelo menos. Sintam só o groove mesmo à Megadeth/Cro-Mags. Depois do nada provavelmente a parte mais rápida de todas as músicas de NW (até hoje), para depois voltar ao groove inicial perfeito para o head banging. Quando penso que não me vão surpreender... toma lá morangos! Ah e aqui fica o bónus... Se tiverem falta de uns óculos escuros... Podem ir aqui!


Wisdom In Chains - Someday - Esta é uma das primeiras músicas que ouço de Wisdom In Chains. Não tenho nenhuma razão especial para nunca ter ouvido WIC antes. Simplesmente nunca aconteceu. São daquelas bandas que ao longo dos anos reconheces o nome, mas nunca deu aquele "click" para ir ouvir. Não vai ser a minha banda preferida, mas é um Hardcore melódico muito bem tocado e bom para o sing along. Esta malha é do split com Madball. E o Rafa foi tour manager deles, por isso vou ter mesmo de começar a ouvir. 

Converge - Reptilian - Se perguntassem ao David de 20 anos no auge de Pointing Finger/Youth Crew se em 2017 ia estar a escolher uma música de Converge para uma playlist do Spotify ele respondia: "Que merda é essa do Spotify?!! Converge é horrível, isso nunca vai acontecer!" Provavelmente os meus ouvidos com 20 anos ainda não estavam preparados para isto. Não estou a dizer que adoro Converge, mas hoje em dia já consigo ouvir e gostar. Esta não soa a uma música típica de Converge (pelo menos o meu limitado conhecimento da sua discografia me faz parecer), é mais lenta e arrastada. O disco novo saí pela Epitaph dia 3/11 e chama-se "The Dusk In Us".   

Terror Empire - You'll Never See Us Coming - Parece que a playlist se está a tornar cada vez mais metaleira ou é impressão minha?! Os Terror Empire são uma banda tuga de Thrash Metal com um disco novinho chamado "Obscurity Rising" editado pela Mosher Records. Para além disso vão tocar hoje no Faro Alternativo 7. Parecem-me razões mais que suficientes para fazerem parte da playlist desta semana. 

For The Glory - Now And Forever - Visto que abrimos um precedente para os No Warning, acho que os FTG não ficam atrás. Aqui fica mais uma música do novo disco. Esta já com mais Groove, talvez mais clássico FTG, até tem um solo e tudo. Já estou a ver a sala toda a cantar "NOW AND FOREVER, nanananan" (ainda não sei esta parte da letra hahaha!! Mas é a que fica logo no ouvido)... Eles que também tocam amanhã, Sábado no Faro Alternativo 7. Encomendem o CD na Rastilho para eles terem verba para fazer a versão em vinil que todos (especialmente EU!) estamos à espera.  

Madball - For The Cause - Na segunda malha da playlist desta semana lembram-se de ter escrito que WIC tinham um split com Madball?! Pois é, esta é a malha de Madball. Soa a Madball. Não há muito a dizer sobre isso. "We go on and on and on..." tipo coelhinhos Duracell estão a ver?!! Até prá semana!!! 

Esta playlist será atualizada às Sextas-feiras (se tudo correr bem), por isso façam Follow e fiquem a par das novidades. Os updates na playlist serão acompanhados por um post no blog para vos aguçar o apetite e saberem ao que vão.

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Nós Contra Eles no Spotify #5

A ideia é simples - uma playlist no Spotify com cenas novas que vão aparecendo nesta plataforma de streaming. Sim, porque estamos em 2017 e o Nós Contra Eles é bué à frente.




Esta é a semana #5 do NCE no Spotify. Se na semana passada as novidades foram essencialmente de bandas de Hardcore para todos os gostos, as chances de haver muito core esta semana eram baixas. Mas não desesperem, muito provavelmente a malha de FTG vale por 6. Como dizia o João na gravação da primeira demo de Pointing Finger... "Buga lá?!"... Buga!  

The Lillingtons - Zodiac - Os Lillingtons são a banda que um dos vocalistas dos Teenage Bottlerocket tinha antes de 2000. Não se pode dizer que seja muito diferente de TB, mas isso neste caso não é uma coisa má. Ramonescore ou Punk Rock ou Pop Punk. Chamem-lhe o que quiserem, mas adoro este tipo de som, mesmo perfeito para o sing along. Parece-me que esta banda tem letras um pouco mais sérias em comparação com TB. O disco novo chama-se "Stella Sapiente" e vai ser editado pela Fat Wreck Chords dia 13/10.  

The Movielife - Ski Mask - Alguém se lembra dos Movielife?! tinham aquele disco com a capa vermelha na Revelation que saiu em 2000. Tocavam aquele emo, mais pop que choroso. Lembro-me que o Diogo de PF tinha este CD e também me lembro de ficar com ele uns bons meses em casa. A banda acabou em 2003, mas como tem sido habitual ultimamente, a banda voltou em 2014 ao activo e esta música faz parte do novo disco chamado "Cities in Search of a Heart" que saiu a 22/09 pela Rise Records. Algo que me diz que este vai ser um dos disco preferidos do Filipe Severo. 

Frank Iero And The Patience - I'm A Mess - O nome deste rapaz não me parecia nada estranho e após uma rápida pesquisa no Google descobri que é nada mais nada menos o guitarrista dos My Chemical Romance, o que no meu caso não me diz absolutamente nada pois essa banda passou-me completamente ao lado. No entanto esta música é bem fixe. Mais Punk que MCR esta música é de um EP novo que foi editado recentemente chamado Keep the Coffins Coming e esteve em tour com o Dave Hause (The Loved Ones/Paint It Black) 

For The Glory - This Is All We Got - 14 anos é uma marca de respeito para qualquer banda, mas mais ainda para uma banda de Hardcore, sendo o clássico que bandas neste estilo não durem mais que um par de anos. Os FTG estão cheios de saúde e recomendam-se. Disco novo na Rastilho Records chamado Now And Forever que já podem ouvir no Spotify ou comprar mesmo à antiga. Esta malha é curtinha e vai directo ao assunto. This Is All We Got! 

Morrissey - Spent The Day In Bed - É possível que a culpa dos The Smiths/Morrissey serem tão "famosos" no Hardcore é do Porcell de Youth of Today. Quer se adore ou odeie, eu sou dos que adora e um disco novo do Moz é sempre uma boa notícia. Este é o primeiro single e quanto mais ouço mais gosto desta música. Aceito que não seja para todos, mas também estou-me um bocado nas tintas se não gostam do Moz. E ele também...  

The Black Dahlia Murder - Matriarch - E para finalizar esta semana em altas nada como um Death Metal... assim para desenjoar depois do Moz. Confesso que só há um par de anos comecei a ouvir coisas mais extremas, muito por culpa da Loud e do Spotify. Death Metal, Black Metal, Grind... tem marchado tudo. O novo disco chama-se "Nightbringers" e saí a 06/10. Desta tenho a certeza que o Pedro XXX vai curtir.

Esta playlist será atualizada às Sextas-feiras (se tudo correr bem), por isso façam Follow e fiquem a par das novidades. Os updates na playlist serão acompanhados por um post no blog para vos aguçar o apetite e saberem ao que vão. 

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Cinco Às Quintas: Combate Brutal

Combate Brutal é o nome da mais recente editora Oi! de Lisboa. Sem tempo a perder foram já apresentados os seus dois primeiros lançamentos, um single dos Asas Da Vingança e um EP dos Falcata.


Quem está por trás da Combate Brutal e qual o conceito da editora?

Somos dois gajos já com alguma experiência a nível editorial - o Rattus tendo em paralelo a Zerowork Records, e o Sandro a Bigorna Records. A editora é direcionada para o Oi! e para o formato em vinil. Tentamos preocupar-nos com todos os pormenores e detalhes também a nível gráfico, algo que o Sandro traz da Bigorna, mas com a objectividade da Zero.

Qual a motivação para começar uma editora em 2017 numa altura em que se vendem cada vez menos discos e os serviços streaming são cada vez mais populares?

Tão só e apenas a carolice, o amor que temos por esta subcultura e pelo underground. Já pensámos ambos várias vezes em cagar nisto tudo, até porque cada vez mais o tempo é escasso, mas a verdade é que acabamos cada vez mais enterrados.

Que lançamentos têm já programados? Com quem, como e quando? 

Acabaram de sair os dois primeiros, os novos 7" de Asas Da Vingança e de Falcata. Ambos com duas capas de cor diferente. Cada uma limitada a 100, num total de 200 por edição em vinil preto. Temos mais dois lançamentos em vista, mas por agora não vamos adiantar mais nada.

A julgar pela press info destes dois primeiros lançamentos a ideia será presses pequenas e um artwork cuidado certo? E o formato, apenas 7" ou também 12"?


Sim, como já referi é uma das imagens que queremos ter. O artwork tem para nós grande importância e queremos que os discos sejam verdadeiras peças de colecção. Vamos dar primazia aos 7", mas também já está um 12" em equação.
 
Planos para o futuro?

Continuar a fazer o que gostamos, da maneira que gostamos, contribuindo da nossa maneira para esta forma de estar na vida. A base da editora é a amizade dos dois, portanto enquanto houver paciência e umas cervejas para ajudar a montar os discos, cá estaremos para meter na rua mais uns kilos de vinil.

Aqui fica a press info dos dois lançamentos para os arquivistas e colecionadores:


Combate01 - Asas Da Vingança - Não Queremos Saber / Sangue Lusitano 7"
20x Test Press
100x Capa preta
100x Capa bordeaux

Combate02 - Falcata - Forged In Blood EP 7"
20x Test Press
100x Capa preta
100x Capa bordeaux

As encomendas podem ser feitas através da página do Facebook.

Não se deixem dormir que 200 cópias voam num instante.

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Review: For The Glory - Now And Forever Release Show @ Musicbox, Lisboa

Na sexta-feira passada o hardcore voltou ao Musicbox a propósito do lançamento do novo álbum dos For The Glory, o quinto da banda, e eu estive lá a levar com algum pessoal no lombo e a cair em cima de outros. Como preview ao disco e ao concerto publicámos uma pequena entrevista ao Congas que se não viram da primeira vez podem dissecar clicando aqui. Mas voltando para o tema desta post, bora lá voltar atrás no tempo uns dias...
 

O evento no Facebook dizia 21h e foi a contar com algum atraso que comecei a dirigir-me ao Musicbox, sendo que de caminho vou dar uma vista de olhos final e vejo um post a dizer que as portas abriam as 22, e o show começava 30 minutos depois. Claro que chegado ao local, depois de cumprimentar três ou quatro pessoas que já por ali andavam (na volta enganados como eu), fiquei ali a ver passar os minutos . Entretanto as portas lá abriram e vi os Luz na fila - já tinha companhia para a noite.

A primeira banda a tocar foram os Fear The Lord. Não conhecia mas havia muito rapaz e rapariga nova que parecia que estava lá para os ver, já kitados com merchandise a condizer. Não conhecia e não fiquei propriamente impressionado. Há ali mais valia técnica em alguns pormenores, mas aquele beatdown cansado da pancadaria não é a minha praia. "Bora caralho, matem-se todos" foi dito em todas as músicas várias vezes, pelo que devia fazer parte da letra. Aqueles gimmicks com a guitarra a fazer de metralhadora também não ajudaram, mas pronto, tal como disse não é a minha cena. Acabaram com a Roots de Sepultura...


Já com o Musicbox muito mais composto atuaram os Besta. Tinha visto esta banda uma vez com Risk It na República da Música, mas lembro-me que o som estava tão mau/alto que tive de bazar que já me estavam a sangrar os tímpanos. Desta vez a experiência foi bem mais fixe. É metal rápido para abanar o capacete (definição de um gajo que não está muito acerca de possíveis comparações). Vocalista com granda presença e energia. Os primeiros 15 minutos foram fixes, mas depois já comecei a achar repetitivo e ia olhando para o relógio...

Fumarada no palco, música do Terminator e os For The Glory entram em cena. Para começar em beleza: Survival of The Fittest. Fizeram bem em desviar os monitores do centro do palco, que a partir daí começou a chuva de corpos. Num set onde se passou por todo o percurso da banda, desde as velhinhas Drown In Blood e Fall In Disgrace (a fechar), até várias malhas do novo disco, que afinal era o foco deste dia. Numa festa que também celebrava os 14 anos da banda fez todo o sentido estas viagens para trás e para a frente na linha temporal da banda, sendo que mesmo nas novas músicas deu para ver que algumas delas já "colaram", como a When The Time Comes, que tem aquele refrão mesmo a pedir cantoria e é das músicas que mais gostei do disco.


Shout out obrigatório para o alemão super bêbado que estava na fila da frente a provar que não importa a idade (e ele já tinha alguma) quando o nível de álcool está em red line. O homem tava tão crazy que se gregou no meio do pit. Depois como se nada fosse manteve-se junto ao palco com os seus óculos de sol e boomerang (!!) a levar com malta em cima. Espero que o resto da noite tenha corrido melhor (a partir dali era sempre a descer...). É verdade que os For The Glory já têm 14 anos de vida, mas esta é capaz de ter sido uma novidade nos concertos da banda. Para mim foi. Mas nem vómito impede a festa e depois de uma limpeza rápida do piso, tipo jogo de basquetebol, o concerto recomeçou.

Acrescentar só um PSA para os (felizmente poucos) amigos do crowdkill. Isto de se ver vídeos no Youtube e ir para o pit replicar deve funcionar em alguns concertos, mas há outros em que essa idiotice não é tolerada. Resumindo, se foste um dos que sentiram o "toque" e depois encostaram à box já sabes o porquê de teres levado o tal toquezinho de chamada de atenção.



Mas como há que dar importância ao que realmente a tem, parece que o hardcore ainda dá sinais de vida em Lisboa. Mesmo sem muitas caras que habitualmente vejo nos concertos o Musicbox estava cheio. Novos e velhos ajudaram a fazer a festa num dia especial para os For The Glory. E se lá estiveram certamente trouxeram o disco para casa, pelo que se ainda não tinham tido a chance de o ouvir digitalmente agora já não há desculpa. Disco sólido de uma ponta à outra, onde a sonoridade dos FTG está bem presente, com uns toquezinhos diferentes aqui e ali que acho que o pessoal vai curtir.

A banda vai estar a tocar por todo o país e se todos os concertos forem sequer metade do bom que este foi são de presença obrigatória. 2017. For The Glory. Hardcore in your fucking face!


Estas e outras fotografias disponíveis neste link, cortesia do top dog Luís Luz.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Nós Contra Eles no Spotify #4

A ideia é simples - uma playlist no Spotify com cenas novas que vão aparecendo nesta plataforma de streaming. Sim, porque estamos em 2017 e o Nós Contra Eles é bué à frente.




Aqui estamos para a semana #4 do NCE no Spotify. Não sei se sou só eu que estou com essa impressão, mas não têm sido editados BUÉ discos bons em 2017?! Com tanta cena nova às vezes nem sei para onde me virar. Bem... vamos a isso...

Anti-Flag - Racists - De certeza que os mais puristas do CORE vão passar à frente esta música, mas tenho quase a certeza que esta é uma das letras mais HARDCORE de toda a playlist até agora. Ok, a música é la la la pop punk ou whatever, mas a letra é demasiado boa para ser ignorada. Sintam só este bridge quase no final da música. "You fly the flag of the Confederacy, You say to celebrate your history, The South was fighting to save slavery, To preserve and protect white supremacy". Nunca ouvi muito Anti-Flag, mas este disco vou ouvir todinho e vou devorar as letras, podem ter a certeza. O disco novo chama-se "American Fall" e saí no dia 3/11.

Liar's Tongue - Plea For Atonement - Os Liar's Tongue são uma banda de Salt Lake City, Utah nos USA e se SLC nos 90's era conhecida pelos "gangs" straight edge, esta banda também soa bem a 90's. Mas mais a crossover, não o crossover thrash à DRI, mais aquele crossover à Cro-Mags e Leeway. Por isso preparem-se para abanar o cabelo e ouvir isto em tronco nú. Pontos extra para quem tiver tattoos no peito à Harley (que tenho a certeza que acha que os Liar's Tongue são "a bunch of pussies"). O disco já saiu e pode ser escutado no Spotify, Bandcamp e Apple Music. Curiosamente não encontrei nada onde encomendar isto em formato físico. Também não pesquisei assim tanto, mas se não aparece logo no Google.... welcome to 2017. 

Freedom - Never Had A Choice - Para quem não sabe os Freedom são de Detroit. Segundo consta por aí, Detroit não será dos sítios mais agradáveis para se viver nos USA. Como era NY nos 70's/80's segundo as autobiografias do Harley e do JJ. Talvez por isso é que, se não soubesse que a banda era de Detroit, diria que eram de NY e a malha era dos 80's quanto muito inicio dos 90's. Tão a sentir early Agnostic Front e as primeiras cenas de Madball?! Se curtem isso vão gostar disto. O disco já saiu na Triple B e também está disponível no Spotify.

Counterparts - Swim Beneath My Skin - Segundo o Gaiola, os canadianos Counterparts são "a banda que mais faz lembrar Shai Hulud". Da primeira vez que ouvi, não pensei logo nisso, mas é daquelas situações quem que depois de te dizerem algo pensas... "ah yaaa pois é..." Então, os Counterparts tocam aquele Hardcore assim com guitarras melódicas e partes mid tempo cheias de coros tipo Comeback Kid e... Shai Hulud (talvez com menos guitarras trabalhadas, pelo menos nesta malha). O disco novo saí dia 22/09 pela Pure Noise. 

Backtrack - Bad To My World - Os Backtrack têm duas músicas novas que fazem parte do mais recente lançamento, um flexi (uma folha quase de papel que dá para meter a tocar no gira-discos) com duas malhas e uma fanzine limitada, mesmo a tempo para a tour que estão a fazer em Setembro nos states. Esta malha é boa, eu pelo menos gosto, começa com aquela bateria cavalgante, depois entra o baixo cheio de groove. Depois entra o breakdown e moshpart. Foi gravado pelo Dean Baltulonis (No Warning, Madball). Acaba por saber a pouco, assim tipo aqueles gelados gourmet que a bola cabe na boca de uma só vez. Já podem fazer o pre-order do novo LP com o mesmo nome desta malha na Bridge 9.

Stick To Your Guns - Married To The Noise - Devo confessar que nunca prestei grande atenção a esta banda. Não deve ser segredo nenhum para ninguém que os STYG tocam aquele Hardcore melódico, mesmo à late 00's. Ou seja, refrão com voz melódica, até alguns woooo's, parte breakdown, tudo bonitinho e bem produzido. Não será a cena que mais vou ouvir, mas também não vou passar para a frente quando aparece na playlist. O disco novo saí a 13/10 e há mil e um bundles para todos os gostos.

Curada pelo David Rosado, esta playlist será atualizada às Sextas-feiras (se tudo correr bem), por isso façam Follow e fiquem a par das novidades. Os updates na playlist serão acompanhados por um post no blog para vos aguçar o apetite e saberem ao que vão.